AGRONEGOCIOS
FRANGO/CEPEA: Competitividade da carne de frango cresce frente à suína, mas cai frente à bovina
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Cepea, 2/9/2022 – A maior oferta de carne de frango no mercado doméstico e a menor liquidez em agosto pressionaram os valores da proteína no último mês, elevando sua competitividade frente à carne suína, que registrou valorização no período. Já em relação à carne bovina, a proteína avícola perdeu competitividade, uma vez que o recuo no preço da carcaça casada bovina foi mais intenso do que o verificado para o frango inteiro resfriado. De acordo com colaboradores do Cepea, a leve desvalorização da carne de frango em agosto resultou de uma estratégia do setor, na tentativa de evitar aumento de estoques, tendo em vista que a oferta do produto já estava alta. No mercado de carne bovina, as quedas foram mais acentuadas, influenciadas pelo baixo consumo da proteína no mercado brasileiro, devido ao fragilizado poder de compra da população. Já no mercado da carne suína, apesar dos recuos observados no encerramento de agosto, as vendas aquecidas na primeira metade do mês e as consequentes valorizações naquele período resultaram em elevação da média mensal. Nesse contexto, a diferença entre os valores do frango inteiro resfriado e da carcaça casada bovina diminuiu 5,1% entre julho e agosto, passando de 12,90 Reais/kg para 12,24 Reais/kg, evidenciando a perda de competitividade da carne avícola frente a essa concorrente no último mês. Já a diferença para a carne suína aumentou 26,3%, passando de 2,12 Reais/kg em julho para 2,68 Reais/kg em agosto e, assim, elevando a competitividade da proteína avícola frente à substituta. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Fonte: CEPEA
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Greening avança na citricultura brasileira e reduz safra de laranja em até 14,7% no cinturão citrícola
A citricultura brasileira atravessa um dos cenários mais desafiadores das últimas décadas com o avanço do greening (HLB – Huanglongbing), considerado a principal ameaça fitossanitária da cultura dos citros no mundo. A doença já provoca perdas expressivas de produtividade, reduz a longevidade dos pomares e aumenta significativamente os custos de produção em toda a cadeia citrícola.
Os efeitos mais recentes do problema ficaram evidentes na nova estimativa da safra 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja para suco do planeta.
Segundo o Fundecitrus, a produção deve atingir 255,20 milhões de caixas de 40,8 kg, queda de 12,9% em relação à safra anterior e retração de 14,7% na comparação com a média das últimas dez safras.
Clima e greening ampliam perdas na produção de citros
De acordo com o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, a combinação entre adversidades climáticas e o avanço do greening tem intensificado os impactos sobre a produção.
“O cenário é resultado da variabilidade climática e da maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos. Mesmo com avanços tecnológicos nos pomares, o momento exige manejo rigoroso e monitoramento constante”, destacou.
Os dados foram apresentados durante a Expocitros 2026 e a Semana da Citricultura, eventos realizados no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP), que reúnem pesquisadores, produtores, empresas e lideranças do setor para debater inovação, sustentabilidade e desafios fitossanitários.
Incidência do HLB chega a quase 50% dos pomares
Especialistas alertam que o avanço do greening já atingiu níveis críticos no cinturão citrícola. Segundo o consultor Gilberto Tozatti, a incidência média de plantas sintomáticas chega a 47,6%, enquanto a severidade da doença alcança 22,7%.
A severidade indica o grau de comprometimento da planta e está diretamente associada à queda de produtividade e à perda de frutos.
O consultor Hamilton Rocha reforça que a doença, detectada na região em 2004, continua em expansão. Atualmente, o HLB já está presente em áreas produtoras de Minas Gerais, Paraná e outros estados.
Impacto econômico compromete qualidade e rendimento industrial
Além da redução de produtividade, o greening impacta diretamente a qualidade da fruta e o rendimento industrial da cadeia de suco de laranja.
Estimativas do setor indicam que mais de 50% da queda prematura de frutos está associada ao HLB, o que compromete a competitividade do Brasil no mercado global.
Segundo especialistas, os prejuízos acumulados ao longo das últimas duas décadas incluem redução do vigor das plantas, queda de produtividade e deterioração da qualidade industrial do suco.
Manejo integrado segue como principal estratégia de controle
Sem cura definitiva, o controle do greening segue baseado em manejo integrado, com monitoramento constante e controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor da bactéria associada ao HLB.
Em regiões menos afetadas, a recomendação é a erradicação rápida de plantas contaminadas e o controle intensivo do inseto vetor para evitar a disseminação da doença.
Já em áreas com alta incidência, o foco dos produtores está na manutenção da produtividade, com práticas voltadas à nutrição equilibrada, melhoria da fertilidade do solo e preservação do sistema radicular.
Especialistas destacam que não há reversão da doença em plantas sintomáticas, sendo possível apenas reduzir a velocidade de avanço dentro dos pomares.
Novas tecnologias ganham espaço no combate ao greening
Diante da limitação das estratégias atuais, o setor citrícola intensifica a busca por novas tecnologias de controle. Entre as soluções em desenvolvimento está o sistema Trecise, da Invaio Sciences, que propõe uma aplicação localizada de ingredientes ativos diretamente no tronco das plantas.
A tecnologia permite o uso de menores doses de produtos, com redução estimada de até 90% em comparação a métodos convencionais, além de menor exposição ambiental e ocupacional.
Em testes de campo, pesquisadores relatam resultados promissores, incluindo recuperação de plantas em estágios iniciais da doença e ganhos de produtividade de até 35% em áreas avaliadas.
Especialistas veem tecnologia como avanço complementar no manejo
Para consultores do setor, a inovação representa uma ferramenta adicional no enfrentamento do greening, sem substituir o manejo integrado.
Segundo Gilberto Tozatti, a tecnologia surge como uma alternativa promissora no controle da bactéria dentro da planta, contribuindo para a manutenção da produtividade dos pomares.
Hamilton Rocha também avalia positivamente a abordagem, destacando o potencial da aplicação localizada para maior eficiência no controle fitossanitário.
Produtores reforçam que o HLB continua sendo o principal desafio da citricultura brasileira, com impactos diretos na queda de frutos, baixa floração e mortalidade de plantas.
Citricultura aposta em integração de soluções para conter avanço da doença
Especialistas e representantes do setor destacam que o futuro do controle do greening depende da integração entre diferentes ferramentas, incluindo controle químico e biológico, manejo do solo, eliminação de plantas doentes e adoção de novas tecnologias.
A combinação de estratégias é vista como o caminho mais viável para reduzir perdas e garantir a sustentabilidade da produção no longo prazo.
Diante da pressão crescente do HLB, a citricultura brasileira entra em uma fase decisiva, em que inovação tecnológica e manejo rigoroso se tornam fundamentais para preservar a competitividade do país no mercado global de suco de laranja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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