Eleições 2022
Gilberto Figueiredo apoia Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação
MATO GROSSO
Em 2022, cobertura da segunda dose da Tríplice Viral está em 25% em Mato Grosso; ex-secretário estadual de saúde convoca população para checar cadernetas de vacinação e colocar as doses em dia.
O ex-secretário de estado de saúde de Mato Grosso e candidato a deputado estadual, Gilberto Figueiredo (UB), faz um alerta sobre a importância da Campanha Nacional de Multivacinação e contra a Poliomielite, que vai até o próximo dia 30 de setembro. O público-alvo desta campanha são crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade.
Gilberto também adverte a população para a necessidade da segunda dose da vacina contra a Tríplice Viral para crianças, jovens e adultos. Segundo levantamento do Estado, a cobertura da segunda dose da Tríplice Viral está com um percentual baixo de adesão.
“O público infantil é primordial para a imunização e é necessário o engajamento dos pais e responsáveis. Mato Grosso registra apenas 25% de cobertura da segunda dose da tríplice e esse cenário não é bom. Tenho certeza que os secretários municipais estão trabalhando muito para a ampliação dessa cobertura”, disse Gilberto Figueiredo.
“Há outros imunizantes, como o da poliomielite, com performances sofríveis e precisamos melhorar esses indicadores. Muitas doenças foram erradicadas por meio da vacinação e essa é a forma mais eficaz de prevenir uma série de doenças que trazem muito risco. Não podemos permitir que a paralisia infantil, causada pela poliomielite, volte a ser um problema de saúde pública”, reforçou.

Figueiredo destaca as ações do Governo de Mato Grosso por meio do programa Imuniza Mais MT para aumentar o índice de vacinação junto à população contra as doenças que dispõem de imunobiológicos, de maneira que o Estado alcance as metas das campanhas estipuladas pelo Ministério da Saúde, premiando municípios com boas performances na imunização. “Enquanto secretário de estado de Saúde, sempre defendi e incentivei a vacinação, tanto que implementamos o programa Imuniza Mais MT, que premia as boas performances na área da imunização”, frisou.
O programa prevê a realização de ações de diversas naturezas, como investimento em infraestrutura e logística, capacitações, regulamentação de legislação, repasse de incentivo financeiro, comunicação e mídia.
Todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação para as crianças serão oferecidas durante a campanha, bem como a da Poliomielite Oral ou Inativada e da Tríplice Viral.
Fonte: Eleições 2022
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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