MATO GROSSO
Poder Judiciário de Mato Grosso
MATO GROSSO
O Poder Judiciário de Mato Grosso vem realizando ações para disseminar a cultura da paz e na última sexta-feira (18) foram entregues certificados a 16 facilitadores em Pontes e Lacerda. Eles vão atuar em locais como escolas, centro de detenção e hospitais. A cerimônia que marcou a conclusão do curso contou com a presença de autoridades como a presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), a desembargadora Clarice Claudino.
“São ferramentas simples, muito impactantes e fortes. Hoje, temos aqui 16 corações gigantes preparados para levar a mensagem da paz. Os círculos nos permitem ver mais longe e nos tornam mais humanos, pois oportunizam a percepção de que o outro está agindo como consegue agir. Quem participa dessas atividades percebe que nosso objetivo é arrastar pelo exemplo e não querer mudar as pessoas a fórceps”, narrou a desembargadora.
“Tenho certeza que esse núcleo formado aqui irá contribuir muito para que a sociedade, as partes, resolvam as questões de forma mais tranquila. Queremos aproveitar para dizer que a Corregedoria-Geral da Justiça irá atuar junto com a presidente eleita para fortalecer as ações de pacificação”, declarou o desembargador.
Tolerância nas escolas: alunos mudam postura, conta estudante – Com 14 anos, a jovem estudante Janaína Botelho Silva, foi responsável por um dos momentos emocionantes do evento. Ela foi chamada a falar sobre sua experiência ao participar do circulo de paz na escola onde estuda e garantiu que a mudança na postura dos colegas foi visível. Entre os ganhos imediatos com a atividade ela apontou a oportunidade de ouvi e ser ouvida, o que levou a outra conquista daquele grupo de alunos foi a compreensão de que cada um possui uma história, uma complexidade de sentimentos. O resultado foi um novo olhar sobre si mesmo e relações mais respeitosas. Fonte: Tribunal de Justiça de MT
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MPMT fortalece defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+
Garantir o respeito à diversidade e combater todas as formas de discriminação estão entre as atribuições do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). No dia 28 de junho, quando é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a instituição reforça seu compromisso com a defesa dessa população, atuando para assegurar direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, promover a cidadania, fiscalizar políticas públicas de inclusão e responsabilizar autores de práticas discriminatórias.A proteção desses direitos tem fundamento na Constituição Federal, que assegura a igualdade, a liberdade e a dignidade de todas as pessoas, sem distinção de qualquer natureza. Nos últimos anos, importantes avanços foram consolidados no campo da proteção à população LGBTQIAPN+, entre eles o reconhecimento da união estável e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil sem necessidade de cirurgia, a equiparação da homofobia e da transfobia ao crime de racismo e o fortalecimento das garantias de igualdade, inclusão e respeito à identidade de gênero em diferentes espaços sociais.Além disso, práticas como recusar atendimento, humilhar, constranger, excluir ou agredir alguém em razão da orientação sexual ou da identidade de gênero são passíveis de responsabilização. Nesse contexto, o Ministério Público atua tanto na repressão quanto na prevenção de violações de direitos. A instituição recebe e apura denúncias de discriminação e violência, acompanha e fiscaliza a implementação de políticas públicas voltadas à inclusão social, promove a defesa dos direitos fundamentais e desenvolve ações educativas para conscientizar a população sobre a importância do respeito à diversidade e do combate à intolerância.As violações podem ocorrer em diferentes espaços da convivência social. Casos de discriminação são registrados em escolas e universidades, unidades de saúde, repartições públicas, ambientes de trabalho, estabelecimentos comerciais, espaços religiosos e também nas plataformas digitais. Em todas essas situações, o Ministério Público pode atuar para apurar os fatos, acolher e orientar as vítimas, promover a responsabilização dos envolvidos e adotar medidas destinadas à prevenção de novas violações.O MPMT reforça que vítimas e testemunhas de discriminação ou violência não devem permanecer em silêncio. A denúncia é uma ferramenta fundamental para a proteção de direitos e para o enfrentamento de práticas discriminatórias. Em situações de urgência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Para registrar denúncias, a população pode procurar a Ouvidoria do Ministério Público pelo telefone 127, pelos números de WhatsApp (65) 99271-0792 e (65) 99255-4681, ou ainda buscar a Promotoria de Justiça mais próxima.
Fonte: Ministério Público MT – MT


