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Câmeras do Ciosp e Indea serão utilizadas para fiscalização de trânsito animal e vegetal em MT

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Doze servidores do Indea participaram de treinamento na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), nessa terça-feira (29.11), para análise de dados de câmeras OCR, que fazem leitura das placas dos veículos, com foco na fiscalização de trânsito de produtos agropecuários.

O treinamento faz parte do Termo de Cooperação firmado com a Sesp, neste ano, para a utilização das imagens do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) nas fiscalizações de trânsito, tanto de produtos da área vegetal, como sementes, grãos e agrotóxicos, quanto da área animal. Como contrapartida, as imagens das câmeras do Indea também serão cedidas para as atividades da Sesp.

O programa que lê as placas OCR será instalado nos computadores dos servidores treinados, garantindo maior rastreabilidade dos veículos que ingressam e saem de Mato Grosso.

“É mais uma ferramenta de fiscalização, além das barreiras volantes que já realizamos no Estado. Com a análise das placas é possível acompanhar uma carga suspeita e acionar os órgãos de segurança pública seja os do Estado como a Polícia Militar e a Polícia Civil, quanto a PRF, que também atua no Ciosp”, comentou o coordenador de Fiscalização e Julgamento de Processos do Indea, Márcio Adélio de Carvalho.

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Fonte: GOV MT

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Réu é condenado a quase 23 anos por tentativa de feminicídio

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O Tribunal do Júri de Pontes e Lacerda (a 448 km de Cuiabá) condenou, na terça-feira (7), Juvercino Leandro de Oliveira a 22 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio qualificado contra a companheira Fátima Conceição Pachuri. Este foi o primeiro julgamento realizado na comarca após a entrada em vigor da Lei nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio. A acusação foi sustentada em plenário pela promotora de Justiça Clarisse Moraes de Ávila.O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Na sentença, a juíza presidente do Tribunal do Júri Djéssica Giseli Küntzer determinou o cumprimento da pena em regime fechado, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e determinou a execução imediata da condenação. Também foi fixada indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à vítima, em razão da violência doméstica sofrida. Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em janeiro de 2025, no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. O denunciado tentou matar a companheira utilizando um canivete e somente não consumou o feminicídio por circunstâncias alheias à sua vontade, uma vez que a vítima recebeu socorro a tempo. As investigações apontaram que o casal mantinha um relacionamento conturbado havia cerca de três anos, marcado por discussões. No dia do crime, ambos passaram parte do dia em um bar consumindo bebidas alcoólicas. Após um desentendimento motivado por ciúmes, a discussão prosseguiu na residência do casal. Durante a briga, Juvercino empurrou a companheira, passou a ofendê-la e, em seguida, a atacou com um canivete, desferindo 13 golpes em diversas partes do corpo. Gravemente ferida, Fátima perdeu a consciência, enquanto o agressor fugiu do local. A vítima sobreviveu porque foi socorrida a tempo pela irmã e pelo Corpo de Bombeiros.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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