MATO GROSSO
Polícia Militar liberta reféns e prende três homens por roubo e sequestro em Rondonópolis
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Conforme o boletim de ocorrência, a equipe do 5º BPM recebeu denúncia via Ciosp sobre um roubo em uma residência, no bairro Santa Cruz. No local, os policiais militares encontraram um veículo e duas motocicletas ligadas, e foram informados por vizinhos que o carro seria dos proprietários do imóvel e as motos dos suspeitos do crime.
Ao adentrarem na residência, foi constatado que as vítimas estavam sendo mantidas em cárcere privado por três homens, que estavam armados. Diante da situação, o comandante do 5º BPM, tenente-coronel Lauro Osório, iniciou as tratativas de negociações com a quadrilha.
Durante toda a negociação, o casal proprietário da residência foi vítima de violência física e ameaças de morte por parte dos suspeitos. Também foi verificado que a quadrilha estava mantendo contato com um quarto suspeito por meio de um celular.
Após três horas de negociação, os suspeitos se renderam diante da Polícia Militar e receberam voz de prisão em flagrante. Com a quadrilha foram apreendidos um revólver calibre 32, carregado com seis munições, e um revólver calibre .38, com oito munições. Também foram recuperados dinheiro e joias das vítimas, que estavam com os criminosos.
Na sequência, os três homens foram levados para a Delegacia de Rondonópolis para registro do boletim de ocorrência e demais providências cabíveis.
“Realizamos o cerco da região e começamos a negociar com os suspeitos, utilizando nossas técnicas de negociação e gerenciamento de crise, garantindo nossa principal missão que é a preservação da vida das vítimas, e concluindo com a prisão dos criminosos, que se renderam e entregaram suas armas”, explica o tenente-coronel Osório, comandante do 5º Batalhão de Rondonópolis.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos
Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.
Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.
Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.
Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.
Autor: Nadja Vasques
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]


