MATO GROSSO
Moradores do Jardim Beira Rio entregam lista com demandas ao MPMT
MATO GROSSO
Moradora do bairro Jardim Beira Rio (antigo Carrapicho) desde a fundação na década de 1990, dona Lúcia Correa Gomes, de 63 anos, chegou cedo ao campo de futebol da Escola do Clube Operário na manhã desta quarta-feira (24), em busca do atendimento oferecido pelo projeto Ouvidoria Itinerante. “Moro aqui há 30 anos e nunca vi uma ação como essa no nosso bairro”, disse ao chegar. Recebida pela ouvidora-geral do Ministério Público de Mato Grosso, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, e pela equipe da Ouvidoria, dona Lúcia apresentou uma lista de reivindicações assinada pelos moradores.
As demandas são referentes à regularização dos terrenos, asfalto, saneamento básico, iluminação pública, linhas de ônibus, creche, limpeza das áreas públicas, espaços de lazer e construção de um centro comunitário. “A situação do bairro é difícil e essa ação do Ministério Público é muito boa. Fiquei muito alegre por estarem aqui, lembrarem de nós e ouvirem a gente. A vinda de vocês é uma esperança de resolvermos esses problemas”, acrescentou dona Lúcia.
O presidente do bairro, Francisco Rodrigues de Souza, reforçou que o Jardim Beira Rio precisa de muita coisa, especialmente de asfalto, rede de esgoto, creche e transporte escolar. Ele foi o primeiro a ser atendido pela equipe da Ouvidoria. As reclamações foram registradas e serão encaminhadas aos promotores de Justiça para adoção de providências, assim como aos demais órgãos responsáveis, quando necessário, com as devidas orientações.
“A Ouvidoria é a porta de entrada da comunidade junto ao Ministério Público de Mato Grosso. Por isso estamos trazendo o nosso atendimento itinerante aqui, para ouvirmos as carências do bairro referentes à saúde, educação, segurança, meio ambiente, infraestrutura, violência doméstica, abuso sexual infantil, entre outros temas. Essa é a oportunidade de vocês falarem sobres os problemas que enfrentam, pois muitas vezes é difícil ir até nós”, argumentou a ouvidora Eliana Maranhão.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.
Fonte: Ministério Público MT – MT



