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Captação de órgãos realizada em MT proporciona chance de vida a pacientes de outros cinco estados

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A Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realizou dois processos de captação de órgãos nesta sexta-feira (02.06). Graças à solidariedade da família dos doadores, pacientes de Mato Grosso, São Paulo, Pernambuco, do Acre, Paraná e Distrito Federal ganharam uma nova chance de vida.

Após a autorização da doação e confirmação da compatibilidade dos receptores, foi iniciada uma operação nacional para a captação e o transporte dos órgãos.

A ação foi coordenada pelas equipes de Mato Grosso e integrou profissionais de saúde de todos os estados envolvidos. A força-tarefa também contou com a cooperação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Militar do estado e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que auxiliaram o transporte rápido e seguro dos órgãos no trajeto entre os hospitais e o Aeroporto Marechal Rondon.

O primeiro processo de captação foi iniciado às 12h, no Hospital Geral, e o segundo às 13h, no Hospital Municipal de Cuiabá. Os procedimentos possibilitaram a doação de dois fígados, quatro rins e quatro córneas. As cirurgias de retirada dos órgãos foram bem-sucedidas.

“Essa é uma operação trabalhosa, mas que nos enche de orgulho e demonstra a grandeza do Sistema Único de Saúde (SUS). As equipes da SES e do Governo de Mato Grosso ficaram 24 horas empenhadas nesta força-tarefa, que vai transformar a vida de pacientes de outros estados do Brasil”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

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A SES tem investido na reestruturação da Central Estadual de Transplantes com a ampliação da equipe, implantação da comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplante e capacitação dos profissionais médicos dos hospitais públicos e privados. Essas ações visam a ampliação do número de captações de órgãos no estado.

A secretária adjunta de Regulação, Controle e Avaliação da SES, Fabiana Bardi, enaltece a importância do serviço realizado pelas equipes da Central Estadual de Transplantes e reforça que, sem a autorização da família do ente falecido, não seria possível realizar o transplante e dar uma chance de vida a outra pessoa.

“A doação de órgãos é um gesto muito nobre. Neste caso, a dor de uma família se transforma na alegria de outra. Nos solidarizamos com a perda dessas famílias e expressamos gratidão pela bela atitude de doar os órgãos de um ente querido. Esse gesto salva e transforma vidas”, avalia.

A Central Estadual ainda reforça a importância dos hospitais notificarem todas as prováveis mortes encefálicas; este é um direito do paciente e, uma vez que diagnosticada a morte encefálica, é possível ofertar à família a possibilidade da doação de órgãos e tecidos.

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“Para que o órgão chegue em quem precisa, é necessário que a rede funcione da maneira ideal. Precisamos sempre da colaboração das unidades hospitalares, que são responsáveis por notificarem as prováveis mortes encefálicas e darem o primeiro passo rumo aos transplantes”, acrescenta a diretora da Central Estadual, Anita Ricarda da Silva.

Transplantes em Mato Grosso

Atualmente, os pacientes de Mato Grosso que precisam de transplante de rim e outros órgãos, como fígado, pâncreas e coração, são encaminhados pelo serviço de Tratamento Fora Domicílio do Sistema Único de Saúde (SUS) para serem transplantados em outros Estados. Os gastos com locomoção e uma ajuda de custo para estadia e alimentação do paciente são pagos pela SES. Já o transplante de córneas pode ser feito em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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