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Produtora familiar que tira mais de 100 litros de leite manualmente por dia ganha ordenha mecânica do Governo de MT

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A produtora familiar Rosinha Ferreira Rosa, de 53 anos, que há mais de 20 anos ordenha de forma manual as vacas em seu sítio, em Alta Floresta, recebeu uma ordenharia do Programa MT Produtivo, desenvolvido pela Secretaria de Estado Agricultura Familiar (Seaf). Ao todo, já foram entregues 250 ordenhadeiras mecânicas para produtores familiares de Mato Grosso, desde o início do programa, em 2020, sendo 150 este ano.

O equipamento proporciona melhor qualidade de vida para Rosinha e para a irmã dela, que, devido ao trabalho manual, adquiriram problemas nas costas.

Elas aprenderam a ordenhar com os pais há mais de 20 anos e é do leite que tiram a renda de uma vida inteira.

Manualmente, elas gastam 4 horas de trabalho pesado para tirar em média 170 litros de leite por dia. Com a nova ordenhadeira, que elas estão aprendendo a manusear, em um curso ministrado por técnicos da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), elas vão conseguir concluir o trabalho em apenas 1 hora e meia, com menos esforço físico.

A ordenhadeira mecânica tem um equipamento de sucção acoplado por mangueiras que conduzem o leite até um recipiente, não sendo necessário a realização de esforço manual. A máquina realiza todo o trabalho com maior eficiência, conseguindo extrair todo o leite disponível sem agredir o animal e em menos tempo.

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Além de melhorar a qualidade de vida das produtoras e trazer mais agilidade na extração do leite, o processo automatizado também proporciona mais segurança e menos sofrimento aos animais, conforme a coordenadora de agroindústria da Seaf, Letícia Cristina Xavier de Figueiredo.

“A máquina tira o leite como se o bezerro estivesse mamando. Isso evita o aparecimento de doenças na criação, como a mastite, e machucados provocados por puxões incorretos nas tetas das vacas”, pontuou.
Equipes da Seaf e Empaer dão curso sobre manuseio de ordenhadeira

O sonho de Rosinha é aumentar a produção leiteira da família, com a ordenhadeira mecânica.

“Eu não tinha conhecimento de nada. Não tinha piquete, era um pasto só e, quando chegava o tempo da seca, não tinha comida para as vacas porque a gente não fazia silagem. Tive vários conhecimentos e hoje a vida está caminhando para melhor e espero que continue melhorando cada vez mais”, disse a produtora.

Ela também agradeceu as equipes pelo presente e por todo o conhecimento apreendido.

“Eu sou muito grata do fundo do meu coração ao governador (Mauro Mendes) e a todos que vieram aqui me ensinar. Nossa vida sempre foi muito sofrida, minha irmã tem problemas na coluna e hoje ela só pode me ajudar no trabalho de casa. Então, eu fico muito feliz e agradecida”, afirmou.

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O técnico da Empaer, Arli Leonel do Nascimento, responsável pelas orientações, explicou a importância de usar a ordenhadeira de forma correta, caso contrário, pode comprometer toda produção da propriedade.

“Passamos para os produtores que as ordenhadeiras são aliadas na lida, mas podem ser um grande problema em caso de mau uso. Também é preciso atenção quanto à higienização correta do aparelho e os tipos de detergente adequados para a limpeza. São detalhes que precisam ser seguidos para manter uma vida útil do aparelho e não oferecer perigo aos animais”, completou.

*Com a supervisão de Pollyana Araújo

Fonte: Governo MT – MT

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Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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