MATO GROSSO
Maratona de Negócios Criativos voltada para artes cênicas começa nesta segunda (21)
MATO GROSSO
De acordo com a superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa na Secel, Keiko Okamura, a Maratona específica para as artes cênicas nasceu de uma demanda do setor.
“O principal objetivo dessa edição é ajudar em um dos aspectos mais importantes para a manutenção e desenvolvimento das artes cênicas no Estado, que é a sustentabilidade financeira. Com o processo de formação da Maratona, buscamos trazer informações sobre o mercado e ferramentas que irão ajudar as companhias a vencer esse e outros desafios para o fortalecimento do setor”, explicou.
Confira programação completa da Maratona:
- Segunda-feira (21.08), das 19h às 21h: palestra master ‘Artes Cênicas são Negócios Criativos: Estratégia e Colaboração’. A atividade apresenta oportunidades de sustentabilidade financeira a partir do panorama brasileiro atual e será seguida por uma roda de conversa;
- Terça (22.08) e quarta-feira (23.08), das 19h às 22h: oficina ‘Gestão de grupos: modelos e desafios’. De forma prática, o workshop aborda gestões estratégica, administrativa e financeira para apresentar ferramentas de estruturação sustentável de negócios criativos;
- Quinta (24.08) e sexta-feira (25.08), das 19h às 22h: oficina ‘Branding’. Nesse curso de seis horas, a estratégia de gestão de marca será explorada para contribuir com a sustentabilidade financeira e posicionamento dos grupos e companhias, expandindo a experiência artística para além dos palcos;
- Já as consultorias serão oferecidas a partir dos assuntos abordados nas palestras e oficinas da Maratona. Com uma hora de duração por tema, serão agendadas em formato presencial no período vespertino nos dias 24 e 25 de agosto, e também online durante o mês.
As inscrições para participar da 12ª Maratona de Negócios Criativos são gratuitas e ainda estão abertas no site do evento.
“Essas maratonas possibilitam acesso a capacitações que ajudam a alavancar os negócios criativos em Mato Grosso. Assim como as demais já realizadas, essa edição trará muito aprendizado de qualidade. Aproveitem!”, destacou o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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