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IBGE reduz previsão para a próxima safra de grãos por intempéries climáticas

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A imprevisibilidade do clima no Brasil terá um impacto significativo na próxima safra do agronegócio. Estimativas recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) projetam uma queda de 2,8% na colheita de grãos, cereais e leguminosas em 2024, totalizando 308,5 milhões de toneladas, em comparação com os 317 milhões de toneladas deste ano.

Os cultivos de soja e milho serão os mais afetados, com uma redução esperada de 1,3% e 5,6% em relação aos números de 2023. Além disso, as áreas destinadas ao plantio dessas culturas também devem diminuir em 0,6% e 0,4%, respectivamente.

Carlos Alfredo Barradas, do IBGE, explicou que a principal razão para essa redução na produção é a imprevisibilidade climática. A transição do La Niña para o El Niño trouxe mudanças drásticas, com chuvas excessivas no Sul e seca no Norte e Nordeste, afetando também o Centro-Oeste, que é responsável por grande parte da produção nacional.

As altas temperaturas, o clima seco e a escassez de chuvas preocupam os produtores de soja. Esses fatores prejudicam a produção, mas podem ajudar nas margens de lucro na próxima safra, já que os preços, no mercado internacional iniciaram uma tendência de alta a partir destas previsões.

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Fonte: Pensar Agro

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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