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Mapa atualizou o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos para reduzir perdas
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atualizou o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos (ZARC), minimizar perdas nas plantações de cereais de inverno, como trigo, triticale, cevada e aveia, devido a adversidades climáticas.
O ZARC atualizado considera variáveis específicas, como excesso de chuva durante a colheita, geadas no período de espigamento e momentos de seca na semeadura ou no desenvolvimento dos grãos. A orientação é personalizada, com análises em nível municipal, considerando o ciclo de cada cultura e a disponibilidade de água no solo.
Segundo o Ministério, essas atualizações representam um avanço significativo para a agricultura brasileira, oferecendo orientações precisas para os agricultores lidarem com os desafios climáticos. O objetivo principal é reduzir as perdas e garantir uma produção mais estável desses cereais de inverno em diferentes regiões do país.
A mudança inclui uma nova classificação dos solos em relação à disponibilidade de água, permitindo uma melhor compreensão dos riscos climáticos. Este aprimoramento oferece uma abordagem mais precisa e específica, atendendo às demandas dos produtores e profissionais ligados ao setor agrícola.
O ZARC é uma ferramenta essencial de gestão de riscos na agricultura, que tem se mostrado cada vez mais importante frente às condições climáticas adversas, e essa atualização reforça o compromisso do Ministério em oferecer suporte técnico e orientação para a produção agrícola nacional.
Fonte: Pensar Agro
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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro

