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Suspeito por tentativa de feminicídio é preso em flagrante pela Polícia Militar

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Um homem de 40 anos foi preso em flagrante, na madrugada deste domingo (21.01), suspeito de tentativa de feminicídio contra uma mulher de 49 anos, no município de Figueirópolis D’Oeste (388 km de Cuiabá). A vítima foi agredida com golpes de facão.

Conforme informações do boletim de ocorrência, os militares foram acionados por uma equipe médica do hospital municipal, por volta de 5h, a qual relatou ter dado entrada na unidade uma mulher vítima de violência doméstica.

A mulher apresentava um ferimento no pescoço e um corte na região da cabeça. À PM, a vítima contou que estava na companhia do marido na casa de um amigo e quando deixaram o local houve uma discussão com o suspeito.

Neste momento, o homem passou a enforcá-la, pegou um facão e bateu na cabeça dela. A vítima retornou para a casa do amigo pedindo socorro e em seguida foi encaminhada para a unidade de saúde.

Os policiais foram até o endereço da ocorrência e identificaram o suspeito. O homem confirmou agressão e alegou que também tinha sido agredido pela esposa.

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Ele apresentava uma escoriação nas costas. A mulher ficou no hospital recebendo atendimento médico e o homem foi encaminhado à delegacia.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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