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Governo lança Plano ABC+Bahia para mitigar mudanças climáticas

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O governo da Bahia lançou nesta terça-feira (11.06) o Plano ABC+Bahia, projeto que visa mitigar mudanças climáticas no setor agropecuário com boas práticas agrícolas baseadas em pesquisas científicas. O lançamento ocorreu no segundo dia da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do Estado. O evento segue até sábado (15.06).

Com vigência até 2030, o plano é a segunda etapa de um cronograma de metas implementadas em 2020 para a agricultura de baixo carbono. Além disso, é um segmento do plano nacional, o “Plano ABC+”, que mitigou 170 milhões de toneladas de carbono em quatro anos.

Para 2030, o objetivo é reduzir em 1,1 bilhão de toneladas a emissão de carbono, com a Bahia como protagonista, destacou Fábio Rodrigues, superintendente Federal de Agricultura e Pecuária do Estado. “Em 2030, nós vamos bater a nova meta do plano e mostrar para o mundo que temos capacidade de alimentar o planeta, gerar empregos e renda de forma sustentável”.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, esteve presente no evento ao lado de outras autoridades do Estado, do município e da direção da feira. “Quero cumprir minha missão de infraestrutura para a Bahia. Eu reconheço o amadurecimento do processo de produção do Estado, o esforço do agro baiano é intenso”, disse.

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Tecnologias para produção em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), implementação de plantio direto, recuperação de áreas degradadas, capacitação técnica, investimento em pesquisa e ampliação do acesso ao crédito para produtores são os principais pilares do plano.

Os agricultores terão acesso a crédito e financiamento por meio do programa para aplicar em sistemas produtivos que emitem baixo carbono.

O projeto é uma iniciativa do governo do Estado da Bahia e coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). No total, 25 instituições entre universidades e institutos federais estão envolvidas na gestão, execução e monitoramento do Plano ABC+Bahia.

Fonte: Pensar Agro

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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