MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros conhece estratégias de prevenção a infrações da Corregedoria do TCE-MT
MATO GROSSO
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Representantes da Corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar do Estado conhecem Corregedoria-geral do TCE-MT. Clique aqui para ampliar |
A Corregedoria-geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apresentou estratégias de orientação e acolhimento dos servidores a representantes da Corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMMT). Durante a visita técnica, nesta sexta-feira (9), o foco foi a promoção da ética e da disciplina no serviço público.
“Esse modelo de atuação, agora compartilhado com a Corregedoria do Corpo de Bombeiros, pode servir de inspiração para outras instituições que buscam aprimorar suas práticas correcionais, promovendo assim uma cultura organizacional mais saudável e preventiva”, destaca o corregedor-geral do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli.
Para a corregedora-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Luciana Bragança da Silva, o trabalho chama a atenção por evitar, sempre que possível, a abertura de processos administrativos disciplinares e a punição. “Com isso, o que observamos é a melhoria do ambiente de trabalho e, consequentemente, do serviço prestado”, disse.
De acordo com a chefe de gabinete da Corregedoria-geral do TCE-MT, Edna Amorim Leite Viegas, as ações priorizam a aproximação com os demais setores. “Hoje, muitas unidades nos procuram para pedir apoio, justamente por conta dessas campanhas e dessa participação atuante.”
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Durante a visita técnica, o foco foi a promoção da ética e da disciplina no serviço público. Clique aqui para ampliar |
Outro ponto chave para a criação desta cultura de prevenção é a conscientização, feita por meio de campanhas como a da Semana da Ética, realizada sempre em junho, e da distribuição do Código de Ética dos Servidores do TCE-MT (Resolução 4/2022) e da Cartilha de Conscientização e Combate ao Assédio Moral e Sexual nos Tribunais de Contas.
O objetivo é resolver conflitos antes que eles se tornem infrações. “Temos um planejamento anual que sempre inclui as campanhas orientativas. Além disso, os servidores da Corregedoria vão às outras unidades para tratar sobre temas como ética, comportamento, relações interpessoais e cuidados com o patrimônio “, explica a assessora jurídica da Corregedoria-geral do TCE-MT, Eliane Moreira da Cunha.
Questões como a transparência e colaboratividade também foram abordadas ao longo da visita técnica, da qual também participou o corregedor-adjunto do CBM-MT, tenente-coronel Heitor Alves de Souza.
“Não tenho dúvida que o Corpo de Bombeiros está no caminho certo, trabalhando de forma correta e buscando sempre a melhoria da disciplina da nossa tropa, que é um dos nossos principais objetivos. Mas, se podemos melhorar o que já está sendo feito, por que não?” concluiu a corregedora-geral.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT





