MATO GROSSO
Mais de três mil oportunidades de emprego são disponibilizadas pelo Sine-MT nesta semana
MATO GROSSO
O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), divulgou a oferta de 3.045 oportunidades de emprego para esta semana em Mato Grosso. As vagas ofertadas abrangem diversas áreas de atuação e estão distribuídas entre os 36 postos de atendimento do Sine, instalados em 32 municípios de Mato Grosso.
Em Cuiabá e Várzea Grande são 512 empregos disponíveis em funções como auxiliar de linha de produção (102), operador de caixa (34), repositor (23), desossador (20), copeiro (5), vigia (4), estoquista (3), mestre de obras (2), psicólogo clínico (2), terapeuta ocupacional (2), adesivador (1), lavador de carros (1), dentre outras.
Estão disponíveis também 13 vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência (PCD), sendo três para auxiliar de limpeza, e uma vaga para auxiliar de faturamento, auxiliar de jardinagem, estoquista, jardineiro, operador de telemarketing, recepcionista, servente de limpeza, supervisor administrativo, trabalhador da manutenção de edificações e vendedor interno.
Na unidade de Sinop (480 km da Capital) são disponibilizadas mais de 240 vagas nas funções de auxiliar de linha de produção (41), vendedor interno (16), para empacotador (8), vendedor pracista (8), zelador (8), servente de obras (7), atendente do setor de hortifrutigranjeiros (7), ajudante de obras (6), operador de processo de produção (6), auxiliar de cozinha (5), auxiliar de limpeza (5), auxiliar geral de conservação de vias permanentes (5), auxiliar de logística (5), consultor de vendas (5), cozinheiro geral (5), pedreiro (5), ajudante de açougueiro (4), ajudante de eletricista (4), atendente de balcão (4), fiscal de prevenção de perdas (4), repositor de mercadorias (4), soldador (4), entre outras.
Porto Alegre do Norte (1.022 km de Cuiabá) tem 180 oportunidades em áreas como servente de obras (35), soldador (31), pedreiro (30), armador de ferragens na construção civil (25), motorista de caminhão (20), carpinteiro (10), pintor de obras (5), auxiliar de linha de produção (3), técnico em segurança do trabalho (3), eletricista de instalações (3), encarregado de obras (3), técnico agrícola (2) operador de caixa (2), ajudante de açougueiro (1), auxiliar de cozinha (1), borracheiro (1), mestre de obras (1), montador mecânico de máquinas agrícolas (1), e repositor de mercadorias (1).
A lista detalhada e completa das vagas ofertadas pela Rede Sine pode ser acessada diariamente utilizando o Portal Emprega Brasil.
Atendimento
Além do trabalho de intermediação de mão de obra, o Sine-MT realiza serviço de habilitação do seguro desemprego, atendimento orientado sobre a utilização da Carteira de Trabalho Digital. É preciso verificar na unidade a disponibilidade das vagas, que são oferecidas diariamente.
Os interessados podem comparecer aos postos de atendimento portando documentos pessoais, facilitando os trâmites do atendimento.
Na região metropolitana, o horário de atendimento dos Sines, localizados nas unidades do Ganha Tempo Ipiranga e do CPA I, é de 8h às 18h, de segunda a sexta-feira. Já no Sine no Centro Estadual de Cidadania do Várzea Grande Shopping o horário de funcionamento é das 10h às 18h.
Para ter acesso completo a todas as oportunidades disponíveis nos municípios de Mato Grosso, acesse o documento em anexo.
*Com supervisão de Layse Ávila
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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