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Alunos da Unemat vencem Prêmio Sebrae de Jornalismo 2024 na categoria Jornalismo Universitário

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Estudantes do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Tangará da Serra, venceram a etapa estadual do 11º Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Jornalismo Universitário.

Os ganhadores das categorias de Áudio, Fotojornalismo, Texto, Vídeo e Universitário foram anunciados durante a cerimônia de premiação, realizada na noite desta terça-feira (24.09), no Centro de Eventos Pantanal, em Cuiabá.

O Prêmio Sebrae de Jornalismo (PSJ) é um concurso que se tornou referência no fomento do jornalismo sobre empreendedorismo no Brasil. Em 2024, a novidade foi a categoria Universitária, que tem o objetivo de fomentar a produção desenvolvida por estudantes de Jornalismo, além de reconhecer e incentivar novos talentos.

A equipe vencedora é composta por estudantes do sétimo e oitavo semestre do curso de Jornalismo. São eles: Arlânio Freitas, Jadielly Pinheiro, Julia Ribeiro, Lescar Victor Artioli, Maria Heloisa Oliveira, Noé Massaroli e Ryan Chagas.

A reportagem vencedora, denominada “Turismo de Saberes: conhecendo a cultura do outro como forma de lazer”, foi produzida como trabalho da disciplina Jornalismo Digital e publicada no blog O Fuzuê, em 4 de dezembro de 2023. Veja matéria completa no link disponível aqui.

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O material multimídia traz textos e imagens sobre o etnoturismo, vertente do turismo cultural, praticado em Tangará da Serra, município que traz a experiência de visita e aprendizado sobre a cultura dos povos indígenas de Mato Grosso.

“Participar de um evento como esse é muito importante para nossa formação como profissional. Receber o 1º lugar na categoria Jornalismo Universitário serve pra mostrar que acadêmicos têm um potencial enorme, que será mais desenvolvido ainda e que, através da educação pública, nós produzimos jornalismo de qualidade”, comentou Julia Ribeiro.

O tema central do Prêmio Sebrae de Jornalismo foi “A contribuição dos pequenos negócios na transformação de realidades locais” e alcançou a marca de 3.076 trabalhos inscritos no país – o que superou em 62% o número de inscrições no ano passado, segundo a organização do evento. Em Mato Grosso, 138 produções jornalísticas competiram nas cinco categorias. A categoria Jornalismo Universitário recebeu três inscrições no total.

Como nos anos anteriores, a 11ª edição será realizada em três etapas: a primeira, em nível estadual, que classificará os concorrentes para a etapa regional, que, por sua vez, definirá os finalistas da etapa nacional, prevista para novembro, em Brasília.

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Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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