MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros de MT extingue incêndio em propriedade rural de Campo Verde
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu, nesta quarta-feira (26.09), um incêndio em uma propriedade rural de Campo Verde. Os militares ainda fizeram um monitoramento in loco de aceiros em outras duas propriedades para garantir que os incêndios que atingiam estas áreas também fossem extintos.
“Recebemos a notícia de que havia um incêndio nas proximidades do nosso sítio e, imediatamente, liguei para os bombeiros. Fiquei impressionado com a rapidez da resposta. Em poucos minutos, os bombeiros já estavam no local, utilizando drones para mapear o fogo e direcionar as ações de combate. Quero parabenizar a todos do CBMMT pela bravura e comprometimento em proteger nossas vidas e nosso patrimônio”, disse o empresário Nelson Severo Filho, dono de uma das propriedades rurais.
A equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM) iniciou as atividades no Sítio Ferrão de Ouro. No local, os militares já haviam extinguido um incêndio na quarta-feira, porém houve reignição e o fogo havia ultrapassado um aceiro construído para conter as chamas. Sitiantes da região já estavam atuando no combate.
Os bombeiros tomaram a frente com combate direito, utilizando sopradores e kits de combate, e combate indireto pela técnica do pinga-fogo para garantir a proteção das residências nas proximidades. Ao longo do combate, a operação foi reforçada com mais militares e apoio de uma pá-carregadeira e dois caminhões-pipa concedidos pela Prefeitura de Campo Verde.
Após extinguir o fogo no Sítio Ferrão de Ouro, a equipe se deslocou para outro incêndio na região do Sítio Novo Horizonte, próximo à rodovia MT 344. Neste local, os bombeiros constataram que a situação estava controlada e que o fogo não havia ultrapassado um aceiro construído pelos moradores, o que contribuiu para a extinção natural das chamas ao alcançarem o curso d’água.
A equipe da 11ª CIBM também foi até a Fazenda Beira da Serra, onde o fogo também estava controlado com aceiros.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Artesanato indígena de MT vira destaque nacional e movimenta R$ 68 mil em um dia na Bienal de SP
O artesanato indígena de Mato Grosso se tornou um dos destaques da 22ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, realizado no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, de 13 a 17 de maio. Em apenas um dia de evento, bancos esculpidos em madeira produzidos pelo artesão indígena Peti Waura movimentaram R$ 68 mil em vendas e encomendas durante uma rodada voltada a arquitetos, decoradores e lojistas de várias regiões do país.
Mato Grosso participa da feira em dois espaços distintos dentro do evento, um no estande institucional dos Estados brasileiros, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e outro do Sebrae/MT, que acompanha os artesãos durante toda a programação. A delegação mato-grossense reúne 11 artesãos individuais, associações e núcleos produtivos de municípios como Cuiabá, Tangará da Serra, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Antônio de Leverger, Gaúcha do Norte e Paranatinga.
Além das esculturas indígenas, o Estado levou ao evento peças em cerâmica, sementes, madeira, reciclagem e outras tipologias que representam diferentes regiões e culturas mato-grossenses. Segundo a coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Josafa Sampaio, a participação no salão é estratégica para ampliar mercado, fortalecer comunidades e mostrar o potencial econômico do artesanato produzido no Estado.
Ela explica que a presença de Mato Grosso em um dos maiores eventos do segmento no país também demonstra como o artesanato tem se transformado em oportunidade de negócios para comunidades indígenas e pequenos produtores do interior.
“O artesanato indígena tem uma aceitação enorme. Ontem, um dos nossos artesãos vendeu sozinho R$ 68 mil em bancos diretamente da aldeia dele para arquitetos e lojistas. Isso mostra a força do artesanato mato-grossense e como essas comunidades conseguem transformar cultura em renda e empreendedorismo”, afirmou.
Lourdes também destacou que o apoio do Governo do Estado é fundamental para garantir que os artesãos consigam participar de feiras nacionais, já que os custos logísticos dificultariam a presença sem suporte institucional.
Segundo ela, o Governo Federal disponibiliza os espaços expositivos, mas cabe aos Estados oferecer estrutura, transporte e apoio operacional para que os artesãos consigam levar seus produtos até os grandes centros consumidores.
“Sem o apoio do Governo do Estado muitos deles jamais conseguiriam estar aqui. São comunidades indígenas e artesãos de municípios distantes, que precisam dessa estrutura para apresentar seus produtos e fazer negócios em um evento nacional como esse”, ressaltou.
Morador da Aldeia Álamo, em Paranatinga, Peti Waura trabalha há mais de 20 anos com esculturas em madeira. Cada banco produzido leva cerca de uma semana para ficar pronto e pode custar entre R$ 800 e R$ 5 mil. O artesão conta que começou a esculpir ainda na infância e hoje já ensina o filho a continuar o trabalho artesanal da família.
A participação na feira em São Paulo, segundo ele, representa não apenas oportunidade de venda, mas também reconhecimento do trabalho produzido dentro da aldeia.
“Desde criança eu trabalho esculpindo madeira. Hoje fico muito feliz vendo minhas peças sendo valorizadas aqui. Tem muitos clientes, arquitetos e decoradores comprando meu trabalho”, relatou.
A ceramista Valéria Menezes participa pela primeira vez da feira em São Paulo e também comemora os resultados obtidos durante o evento. Há 19 anos trabalhando com cerâmica, ela afirma que a presença em feiras nacionais é essencial para ampliar a visibilidade do trabalho artesanal mato-grossense.
Para a artesã, o apoio institucional faz diferença justamente porque permite que os produtos cheguem a novos públicos e mercados consumidores.
“Esse incentivo é muito importante porque não tem como o cliente conhecer nosso trabalho sem mostrar. Estar aqui está sendo muito importante para mim. Estou vendendo bem e sendo muito elogiada”, disse.
O Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras reúne mais de 700 artesãos de 26 Estados e do Distrito Federal. A expectativa da organização é superar os R$ 4,7 milhões em negócios registrados na edição anterior.
Fonte: Governo MT – MT
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