MATO GROSSO
Polícia Civil prende em flagrante homem que invadiu trabalho da ex-mulher e tentou matá-la
MATO GROSSO
Um homem, autor de uma tentativa de feminicídio, foi preso em flagrante pela Delegacia de Alto Araguaia, na quinta-feira (30.1). O suspeito invadiu o local de trabalho da ex-mulher e tentou matá-la.
A vítima, de 39 anos, procurou a Polícia Civil em desespero. Ela contou que G.L.S., de 51 anos, chegou ao seu trabalho armado com uma faca e só não conseguiu atingi-la porque os colegas de trabalho e populares o impediram.
A vítima foi acolhida na delegacia e iniciado os protocolos de atendimento para os casos de violência doméstica, entre eles, a solicitação de medidas protetivas de urgência.
Os policiais civis iniciaram diligências pela cidade, conseguiram localizar o suspeito e detê-lo em flagrante. Durante a abordagem, o autor do crime desacatou os policiais.
Além da tentativa de feminicídio, o suspeito foi na residência da ex-mulher, ameaçou de morte o atual convivente da vítima e danificou uma janela da casa ao arremessar uma cadeira.
O delegado Marcos Paulo Batista autuou o suspeito em flagrante e representou, ao Poder Judiciário, pela conversão para prisão preventiva em razão do risco concreto de feminicídio.
A Polícia Civil apurou também que o suspeito tem condenação pela mesma prática de violência contra a mulher e foi alvo de medidas protetivas anteriores.
O juiz plantonista da comarca de Alto Araguaia converteu o flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia.
O inquérito policial será concluído nos próximos dias e o suspeito poderá ser indiciado por tentativa de feminicídio, injúria, dano, violação de domicílio e ainda desacato, cuja pena total pode ser superior a 40 anos, conforme as recentes mudanças na legislação sobre violência contra mulheres. O suspeito continuará preso na cadeia pública local, sem previsão de liberdade.
“Foi determinado especial atenção no combate aos crimes de violência doméstica no Estado de Mato Grosso, visto que, apesar da firme atuação das forças de segurança e do enrijecimento recente da legislação, todos os dias, praticamente, temos presenciado casos envolvendo violência contra mulheres e vulneráveis, o que demonstra que a certeza da punição deve ser maior que a probabilidade da absolvição”, ponderou o delegado Marcos Paulo.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos
Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.
Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.
Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.
Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.
Autor: Nadja Vasques
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]


