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Preço do Milho Registra Alta em Diversos Estados e Mercado da B3 Se Impulsa com Etanol e Safrinha
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O mercado de milho no Brasil apresentou variações nos preços durante a última semana, com aumentos pontuais observados em algumas regiões produtoras, enquanto outros estados mantiveram os valores estáveis.
No Rio Grande do Sul, conforme informações da TF Agroeconômica, houve um aumento nos preços internos. As cotações variaram de R$ 75,00 a R$ 80,00 em diferentes localidades, com destaque para Montenegro, que registrou o maior valor, R$ 80,00. No estado, as vendas já ultrapassaram 50% da colheita, com os armazenadores realizando transações conforme a demanda dos produtores. Em Panambi, os preços de pedra também subiram para R$ 68,00 a saca.
Em Santa Catarina, as cooperativas pagaram valores entre R$ 69,00 e R$ 71,00 nas diversas regiões do estado. No porto, os preços foram ligeiramente superiores, com ofertas variando entre R$ 72,00 e R$ 73,00 para entregas em agosto e outubro.
O Paraná, por sua vez, manteve os preços do milho no porto estáveis. As ofertas para o milho spot giraram em torno de R$ 72,00/saca no interior, enquanto as cotações para a safrinha de milho no porto de Paranaguá variaram de R$ 70,50 a R$ 73,30, dependendo do mês de entrega e pagamento.
No Mato Grosso do Sul, as cotações também apresentaram alta. Em Campo Grande, o preço subiu 2,94% para R$ 70,00, enquanto em outras cidades, como Chapadão, os preços aumentaram 18,57%, atingindo R$ 77,00.
Alta no Mercado Futuro e Expectativa no Setor de Etanol
No mercado da B3, os contratos futuros de milho fecharam em alta na terça-feira (18), refletindo o impacto positivo da indústria de etanol e a evolução do plantio da safrinha. O ritmo do plantio, que segue levemente atrasado, gerou preocupações sobre uma possível menor oferta e atrasos nas entregas futuras. Além disso, o clima seco em algumas regiões também está sendo monitorado.
A expectativa de aumento na mistura de etanol anidro na gasolina para 30% (E30) segue impulsionando as cotações. O Instituto Mauá de Tecnologia apontou a viabilidade dessa medida, o que pode resultar em maior demanda pelo milho no setor de biocombustíveis.
Diante desse cenário, os contratos futuros do milho na B3 registraram significativas altas. O vencimento de maio/25 subiu R$ 2,37, alcançando R$ 84,44, com alta acumulada de R$ 4,89 na semana. Julho/25 avançou R$ 1,08, fechando a R$ 75,06, enquanto setembro/25 subiu R$ 1,11, fechando a R$ 74,66.
No mercado internacional, os contratos de milho em Chicago (CBOT) tiveram desempenho misto. O vencimento de maio, referência para a safra brasileira de verão, caiu 0,49%, fechando a US$ 4,58/bushel, enquanto o contrato de julho recuou 0,43%, para US$ 4,68/bushel. O mercado ainda aguarda os efeitos das condições climáticas nos EUA, que não registraram mudanças significativas nas chuvas até o momento.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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