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Produtores rurais devem se atentar ao prazo para entrega do LCDPR
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Os produtores rurais de todo o Brasil já podem encaminhar à Receita Federal o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR) referente ao exercício de 2024. O período para a entrega teve início em 1º de março e se estende até 31 de maio. A obrigatoriedade se aplica a pessoas físicas cuja receita bruta anual tenha ultrapassado R$ 4,8 milhões. O não cumprimento da exigência pode resultar em multas e até na suspensão da Inscrição Estadual.
O LCDPR substitui o antigo Livro Caixa e requer um registro detalhado de todas as receitas e despesas da atividade rural. No entanto, a Receita Federal não disponibiliza um software específico para sua elaboração, o que torna fundamental o uso de ferramentas especializadas para garantir conformidade fiscal e evitar inconsistências nos dados.
Diante desse cenário, empresas de tecnologia oferecem soluções para auxiliar os produtores na gestão financeira e produtiva de suas propriedades. A Senior Sistemas, por exemplo, disponibiliza um ERP (Enterprise Resource Planning), que integra o controle fiscal e operacional, assegurando a precisão das informações e facilitando a entrega do LCDPR.
“Com o ERP da Senior, o produtor consegue manter todas as obrigações fiscais em dia, além de garantir uma gestão financeira e produtiva mais eficiente”, afirma Graciele Lima, Head de Produto do Agronegócio da empresa.
Além do cumprimento das exigências fiscais, o uso de sistemas de gestão amplia a eficiência operacional, permitindo um controle detalhado desde a produção até a comercialização. Esse suporte tecnológico contribui para a redução de custos e a otimização da rentabilidade, tornando-se um diferencial estratégico para o agronegócio.
“O LCDPR exige integridade, segurança e agilidade na apuração das informações, garantindo que toda a operação seja gerida em conformidade com as normas fiscais. O produtor rural, embora seja pessoa física, opera cada vez mais com a estrutura e as responsabilidades de uma empresa”, conclui Lima.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ministro André de Paula recebe Mariangela Hungria e celebra reconhecimento internacional da ciência brasileira
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la por ter sido eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pelo recebimento do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”.
Durante o encontro, o ministro destacou o orgulho do país pela projeção internacional alcançada pela cientista e pela contribuição de sua trajetória para a ciência brasileira e mundial.
“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo. É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, declarou o ministro.
Mariangela Hungria recebeu, em outubro de 2025, nos Estados Unidos, o World Food Prize em reconhecimento a mais de quatro décadas de pesquisas voltadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura. As tecnologias desenvolvidas pela cientista estão presentes hoje em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, reduzindo custos de produção e ampliando a sustentabilidade no campo. A pesquisadora estava acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.
Segundo a pesquisadora, a homenagem internacional representa também o trabalho acumulado ao longo de décadas pela ciência brasileira. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, afirmou.
Mariangela destacou ainda que a base científica construída ao longo de mais de 40 anos foi fundamental para consolidar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, explicou.
Em abril de 2026, Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100, que reúne as cem personalidades mais influentes do mundo. A pesquisadora foi destacada na categoria “Pioneiros”, dedicada a líderes responsáveis por avanços científicos e tecnológicos com impacto global. Seu trabalho com microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo permite reduzir o uso de fertilizantes químicos e gerar economia bilionária anual para a agricultura brasileira.
Além do World Food Prize, a cientista também recebeu outras homenagens recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2025, e condecorações como a Medalha de Mérito Apolônio Salles, concedida pelo Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.
Há mais de quatro décadas na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mariangela Hungria é membro da Academia Brasileira de Ciências e reconhecida em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas para uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.
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