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CNA destina R$ 100 milhões anuais para pesquisa agropecuária
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R$ 100 milhões! Este é o valor que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou nesta quarta-feira (19.03) que irá investir anualmente para financiar pesquisas conduzidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O objetivo é impulsionar a inovação no setor agropecuário, promovendo avanços que aumentem a produtividade, aprimorem a sustentabilidade ambiental e reduzam custos para os produtores rurais.
O presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior, destacou que o aporte reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento tecnológico no campo. “A pesquisa agropecuária é um dos pilares da competitividade do Brasil no cenário global. Esse recurso garantirá que a Embrapa continue desenvolvendo soluções que beneficiem diretamente o setor produtivo”, afirmou.
Com um histórico de contribuições decisivas para a agropecuária brasileira, a Embrapa tem sido responsável por inovações como a adaptação da soja ao clima tropical, o melhoramento genético de diversas culturas e a criação de técnicas de manejo sustentável do solo. Esse novo aporte assegura a continuidade dessas iniciativas e a busca por novas soluções para os desafios do setor.
A gestão dos recursos ficará sob a liderança de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e uma das maiores referências do agronegócio nacional. Professor emérito da FGV Agro e defensor do cooperativismo, Rodrigues terá a missão de direcionar os investimentos para projetos estratégicos, garantindo que a pesquisa agropecuária continue sendo um motor de crescimento para o país.
Fonte: Pensar Agro
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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

