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MME promove Fórum Brasil-Reino Unido para discutir experiências sobre eólica offshore

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O Ministério de Minas e Energia (MME) promoveu, nessa quarta-feira (19/03), em parceria com o Consulado do Reino Unido, o primeiro dia do Fórum Brasil-Reino Unido em Eólica Offshore para a troca de experiências entre os dois países neste setor. O evento debateu a regulamentação e planejamento no país, atualizações do setor na região europeia, e a importância da infraestrutura portuária e conectividade energética.

Na abertura da cerimônia, ao lado do vice-embaixador britânico no Brasil, Tony Kay, a diretora do Departamento de Transição Energética do MME, Karina Sousa, ressaltou a atuação do Grupo de Trabalho (GT) sobre eólicas offshore, composto por 21 instituições públicas e coordenado pelo ministério.

“É muito importante ter essa colaboração entre os países para debater ideias. Desde janeiro de 2025, por exemplo, temos sancionada a nossa Lei de Eólica Offshore nº 15.097/2025, que foi muito importante para estabelecer as diretrizes e dar uma segurança jurídica. Nosso objetivo é trazer maior detalhamento e clareza ao mercado”, afirmou a representante do MME.

Na primeira sessão sobre os cenários no Brasil e no mundo, a diretora do MME discutiu a perspectiva da agenda infralegal para offshore no país. Karina apresentou o Marco Regulatório para a geração desse tipo de energia elétrica e em especial o plano de ação do GT Offshore 2024-2025, que estabelece as principais ações e prioridades nos próximos passos. Entre eles, o normativo infralegal e regulatório, a identificação de áreas de interesse e o plano de implementação do Portal Único para Gestão do Uso de Áreas Offshore para Geração de Energia (PUG-offshore), responsável por realizar os serviços de requerimentos e acompanhamentos de autorização para produzir energia offshore.

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“Precisamos ter esse normativo estabelecido, com arcabouço claro, porque trata-se de uma nova fonte renovável da nossa matriz energética. Queremos ter uma segurança jurídica para que os nossos trabalhos possam continuar da forma adequada. Temos condições de instalar grandes projetos no país, mostrando o potencial que o Brasil tem nessa fonte de energia”, analisou Karina.

O evento também contou com a participação dos ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e de Portos e Aeroportos (MPOR), além da Marinha do Brasil, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e de demais órgãos e instituições públicas integrantes do GT Offshore. Representantes do setor privado, como a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), e de instituições internacionais especializadas, como a Global Offshore Wind Alliance, também estiveram presentes, assim como membros da comunidade acadêmica, incluindo representantes das universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN), do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Juiz de Fora (UFJF).

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759/5620 Email: [email protected]

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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