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Guia orienta adoção de dispositivos tecnológicos nas escolas
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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), lançou, na quarta-feira, 19 de março, o Guia para o Planejamento da Adoção de Dispositivos Tecnológicos nas Escolas. O material integra o conjunto de ações da Estratégia Nacional Escolas Conectadas (Enec), que visam garantir a educação e a cidadania digital nas escolas, promovendo o uso intencional e estratégico da tecnologia para potencializar o ensino e a aprendizagem. A transmissão do encontro está disponível no canal do MEC no YouTube.
“A Enec olha para diversos aspectos do uso de tecnologia na educação básica, que é uma tendência do mundo moderno”, apontou a diretora de Apoio à Gestão da Educacional da SEB, Anita Stefani. “Nós temos que entender e continuar incorporando essas tecnologias no nosso dia a dia educacional. Esse Guia é um esforço do MEC para apoiar as secretarias no uso intencional, pedagógico, propositivo e criativo dos dispositivos na educação, focando principalmente no papel do gestor na implementação desse processo”, reforçou.
A coordenadora-geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica, Ana Dal Fabbro, ressaltou que o material será muito útil para embasar o trabalho das redes. “Com o Guia, queremos que os gestores das secretarias tomem boas decisões na hora de escolher dispositivos digitais e os distribuírem nas escolas, de forma a estarem alinhados ao planejamento pedagógico da rede”, finalizou.
Durante o encontro, a coordenadora apresentou a Estratégia e todos os seis eixos que a compõem. Além disso, ela também falou sobre os pontos centrais do Guia, sendo eles: intencionalidade pedagógica; diferença entre uso pedagógico e não pedagógico das tecnologias; diferenciação por etapa de ensino; boas práticas de gestão para potencializar o uso desses dispositivos; e modelos de contratação e de gestão de equipamentos.
O material foi desenvolvido por um grupo de trabalho interdisciplinar com representantes da pasta; do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI); do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); da Unesco; da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e especialistas da área.
Participantes – Também estiveram presentes no encontro a gestora de projetos da Coordenação-Geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica (CGTI/SEB), Marina Kovács; o representante da Unesco, professor Adauto Soares; o diretor de Tecnologia e Inovação do FNDE, Delson Pereira; e o professor da UFBA, Ivan Siqueira.
Contexto – O MEC já lançou diversos guias e materiais de apoio para auxiliar redes no processo de implementação da educação digital e da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas. Os documentos estão disponíveis na Plataforma MECRED, na coleção de guias e materiais sobre o tema.
Escolas Conectadas – A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), do MEC, promove a educação digital como pilar para a transformação das escolas públicas, garantindo acesso e uso pedagógico seguro da tecnologia. A Enec articula políticas públicas para universalizar a conectividade com qualidade e garantir o uso intencional das tecnologias e está estruturada em seis eixos interligados. Na dimensão pedagógica, além das ações mencionadas, a Estratégia busca fortalecer o uso da tecnologia de forma consciente e segura a partir de diversas ações, como:
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Lançamento de um Referencial de Saberes Digitais Docentes, com ferramenta de diagnóstico (56 mil respostas em 2024);
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Assessoria técnica às redes estaduais para implementação curricular da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Computação;
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Ciclo de seminários e oficinas, promovendo a educação digital;
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Criação de mil laboratórios maker, com investimento de R$ 100 milhões, para estimular o letramento digital e a aprendizagem ativa; e
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Edital para novos cursos no Avamec, aprovando 61 cursos e beneficiando mais de 100 mil professores.
Essas ações impulsionam a inovação pedagógica, fortalecem a formação docente e promovem a equidade no letramento digital da comunidade escolar.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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