CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Produtores goianos com SIE podem expandir vendas de leite, mel e ovos para outros estados

Publicados

AGRONEGOCIOS

Produtores goianos registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE) da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) agora podem comercializar leite fluido pasteurizado e ultrapasteurizado, mel e ovos in natura em outros estados. A medida foi viabilizada por um decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (14/03), permitindo o comércio interestadual desses produtos desde que os estabelecimentos estejam cadastrados no Sistema de Gestão de Serviços de Inspeção (e-Sisbi).

Expansão sem comprometer a segurança sanitária

De acordo com o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a decisão está alinhada com o sistema já consolidado em Goiás, que segue rigorosamente todas as normas sanitárias exigidas. “Os produtores registrados no SIE já podem aproveitar essa nova oportunidade de mercado, graças ao trabalho contínuo da Agrodefesa para garantir que os estabelecimentos atendam a todas as exigências sanitárias e de qualidade”, destaca.

O gerente de Inspeção da Agência, Paulo Viana, ressalta que a Agrodefesa mantém atualizados os dados dos produtores no sistema federal, garantindo que todos os estabelecimentos registrados no SIE estejam devidamente ativos no e-Sisbi. “Isso significa que os produtores goianos que trabalham com leite, mel e ovos in natura já estão aptos a ampliar sua comercialização. Além de fortalecer a economia local, essa medida aumenta a oferta de produtos para os consumidores, sem comprometer a segurança sanitária, pois nosso sistema de inspeção já é bem estruturado e robusto”, explica.

Leia Também:  Agritechnica 2025 apresenta quatro tendências em máquinas agrícolas com grande potencial para o Brasil

A autorização tem validade de um ano e não altera as exigências sanitárias para o trânsito dos produtos, que continuam seguindo os programas de controle e erradicação de doenças da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa). “Com isso, os produtores de Goiás podem expandir seus negócios para além das divisas estaduais, garantindo alimentos seguros e de qualidade para consumidores de todo o país”, acrescenta Paulo.

Como obter o registro no SIE

Para obter o registro no Serviço de Inspeção Estadual, o produtor deve iniciar o processo com a aprovação do Requerimento Geral, Projetos Industriais e Memorial Descritivo Econômico e Sanitário SIE do estabelecimento, submetidos à Gerência de Inspeção da Agrodefesa. Após essa etapa, a documentação segue para análise e liberação da taxa de acesso ao Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). Com a vistoria inicial aprovada e a rotulagem regularizada, o estabelecimento recebe autorização para iniciar suas atividades.

Paulo Viana enfatiza que o selo de inspeção atesta que o produto foi produzido dentro das normas de boas práticas sanitárias e cumpre todos os requisitos legais para comercialização. Esse selo, como o SIE, é estampado nos rótulos dos produtos, como leite, ovos e mel, permitindo que os consumidores verifiquem se o item passou pela inspeção e está apto para consumo.

Leia Também:  Safrinha de milho 2026: colheita começa em Goiás com produtividade abaixo do potencial após estiagem

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

Publicados

em

A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Leia Também:  Agritechnica 2025 apresenta quatro tendências em máquinas agrícolas com grande potencial para o Brasil
Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

Leia Também:  Produção global de milho cresce, mas consumo brasileiro deve superar oferta em 2,3 milhões de toneladas

A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA