CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

No Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, Ministério do Turismo reforça o papel transformador do afroturismo

Publicados

BRASIL

Afroturismo não é só percorrer um roteiro histórico ou adquirir um souvenir que remeta à herança africana. É um conceito muito mais amplo que, além de valorizar espaços e produtos ligados à cultura negra dos locais visitados e priorizar afroempreendedores, também deve preparar os serviços turísticos do Brasil com ações afirmativas para receber cada vez melhor os viajantes de forma integral. Mergulhar nesse conhecimento foi o objetivo do Ministério do Turismo (MTur) com o seminário “Afroturismo e a Luta contra a Discriminação Racial”, realizado com transmissão ao vivo das palestras nesta sexta-feira, 21, data que também é o “Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial”.

Na abertura do evento, o secretário adjunto da secretaria executiva do MTur, Sandro Serpa, ressaltou a importância dessa ação para o turismo brasileiro. “Fortalecer o afroturismo passa pela valorização da nossa identidade cultural, mas também é imprescindível para a nossa economia, a geração de empregos e, principalmente, a inclusão da nossa população. A geração de emprego e renda é importante? Sim, muito, mas a inclusão das pessoas negras para que elas possam viajar mais é sem dúvida um grande avanço para o nosso país”, afirmou.

Solange Barbosa, turismóloga especialista em afroturismo e representante do Muda Coletivo Brasileiro de Turismo Responsável (Coletivo MUDA) e do Conselho Nacional de Turismo foi a palestrante da abertura do evento. Ela situou historicamente os participantes sobre o nascimento do afroturismo e a necessidade de preparar toda a cadeia turística alinhada a esse conceito. “Inciativas que colocam o afroturismo na pauta como a desse seminário, aliada às políticas do Ministério do Turismo, como o mapeamento da oferta turística e outras ferramentas, significa que estamos vencendo, que vamos sair vitoriosos nessa árdua luta por valorização das nossas raízes e, sobretudo, por inclusão”, afirmou.

Leia Também:  MME institui comissão permanente para acompanhar o mercado de energia elétrica

Entre os palestrantes esteve também Thaís Rosa Pinheiro, consultora da UNESCO e especialista em afroturismo que atua diretamente em parceria com o MTur no diagnóstico e mapeamento da oferta turística voltada para esse segmento, e que foi o tema da sua fala. “Temos muitas etapas a vencer, mas levantar o potencial brasileiro em relação a destinos, experiências e eventos ofertados ou protagonizados por afroempreendedores é sem dúvida o pontapé inicial para a promoção e valorização de quem trabalha para promover essas iniciativas e de quem viaja para conhecê-las”, afirmou.

Nesse sentido a parceria com a UNESCO é de fundamental importância para que o MTur amplie as ações nesse segmento, segundo explicou Fabiana Oliveira, Coordenadora-Geral de Produtos e Experiências Turísticas do MTur. “Com essa parceria nós conseguimos elaborar de forma eficiente o nosso plano de ação no âmbito do ‘Programa Federal de Ações Afirmativas’, um plano com objetivo de valorizar o legado das raízes africanas e, mais além, de empoderar comunidades que ainda lutam por espaço e reconhecimento, com um grande impacto econômico e social para elas”, afirmou.

ROTAS NEGRAS – Representantes da Embratur e dos ministérios da Igualdade Racial e da Cultura também participaram do evento, cujos temas tratados estão alinhados ao fortalecimento do afroturismo no âmbito do “Programa Rotas Negras”, do Governo Federal. A iniciativa reúne estratégias que têm sido implementadas nos âmbitos federal, estadual e municipal, bem como as parcerias com a sociedade civil e iniciativas privadas para fomentar esse segmento (Conheça mais AQUI ).

Leia Também:  Pronasci Juventude dá início a jornada de oportunidades para 250 jovens em Salvador

AÇÕES AFIRMATIVAS – O Programa Federal de Ações Afirmativas (PFAA) foi instituído pelo Decreto 11.785/2023 com o objetivo de promover direitos e a equiparação de oportunidades por meio de ações afirmativas destinadas às populações negra, quilombola, indígena, às pessoas com deficiência e às mulheres no âmbito da administração pública federal. No âmbito do Turismo, a atual gestão criou a inovadora Assessoria de Participação Social e Diversidade, e o documento de contribuição ao PFAA engloba também o Programa Turismo Acessível, que abarca uma série de medidas para assegurar a inclusão social e o acesso de pessoas com deficiência aos benefícios do segmento. Saiba mais AQUI.

As iniciativas do MTur começam pela capacitação do seu próprio corpo técnico, no sentido de sensibilização quanto à importância do empoderamento de pessoas negras, quilombolas, indígenas, LGBTQIA+, com deficiência e mulheres. Essa formação continuada tem se convertido em várias estratégias voltadas à criação de um ambiente efetivamente justo e produtivo no turismo nacional, para fortalecer diferentes camadas da sociedade. O trabalho inclui o apoio à oferta de produtos e serviços por povos quilombolas e indígenas, inserindo a oferta de experiências memoráveis no mercado turístico.

Por Cléo Soares

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Propaganda

BRASIL

MEC inaugura obras de revitalização de seu edifício Anexo I

Publicados

em

O Ministério da Educação (MEC) entregou, nesta terça-feira, 30 de junho, a primeira etapa da obra de revitalização dos edifícios anexos da pasta. Após passar por reformas entre janeiro e junho de 2026, o edifício Anexo I é o primeiro a ficar pronto, garantindo mais segurança, acessibilidade, sustentabilidade, eficiência operacional e preservação do patrimônio arquitetônico do ministério. 

O secretário executivo do MEC, Rodolfo Cabral, afirmou que a reabertura do prédio faz parte de um ciclo, que teve início em 2023, de entregas para a reestruturação da instituição e que inclui também melhorias no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (Cetremec). O Anexo II do ministério deve ser reformado até o fim do ano. 

“Reconstruir este ministério vai além das políticas públicas da educação: é também pensar nos servidores. Por isso, reestruturamos a carreira dos nossos colaboradores, pensando no bem-estar de cada um deles. Fomos um dos primeiros ministérios a implementar o fim na escala 6×1 para terceirizados. E, agora, essas melhorias também chegam à estrutura. Foram R$ 30 milhões investidos para os ajustes na parte elétrica, acessibilidade e paisagismo, promovendo um espaço mais acolhedor e à altura de todos os funcionários que compõem o MEC”, afirmou Cabral. 

A intervenção permitiu adequar o edifício às normas contemporâneas de ocupação de prédios públicos, segurança e acessibilidade, assegurando melhores condições de trabalho para os trabalhadores do MEC e de atendimento aos cidadãos que utilizam suas instalações. 

Leia Também:  Roraima realiza etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho

30/06/2026 - Reforma anexo do MEC. Fotos: Fábio Nakakura

Na primeira etapa, foi priorizada a modernização da infraestrutura predial com foco em segurança e eficiência energética. Foram substituídos ou implantados integralmente os sistemas de energia elétrica; climatização (ar-condicionado); detecção e combate a incêndio; automação predial; controle eletrônico de acesso e monitoramento por câmeras. Os resultados esperados incluem redução estimada de até 40% no consumo de energia associado aos sistemas elétricos e de climatização; redução dos custos operacionais; e menor impacto ambiental. O retorno estimado dos investimentos ocorrerá em aproximadamente oito anos. 

O edifício Anexo I passa a contar também com cafeteria do MEC – Educafé; Sala de Apoio à Amamentação do MEC e novas copas coletivas. Houve ainda revitalização dos banheiros; requalificação dos espaços de circulação e convivência; assim como adequação dos ambientes às normas de ocupação de edifícios públicos. Além disso, foram implementados piso e mapa tátil; rampa de acessibilidade; adequação das rotas acessíveis; melhoria da sinalização e da orientação dos usuários. A sustentabilidade foi contemplada com lixeiras para coleta seletiva; lixeiras de coleta seletiva e de resíduos tóxicos provenientes de cigarros (bitucas); sinalização voltada à conscientização ambiental; normas de prevenção e combate a incêndio; e padrões contemporâneos de gestão e segurança predial. 

Segundo a subsecretária de gestão administrativa do MEC, Jussara Cardoso, a reforma foi necessária para reforçar a segurança e o bem-estar dos colaboradores: “as estruturas antigas estavam defasadas, porque o prédio tem 45 anos. A partir desse processo, começamos a trabalhar com a preservação do patrimônio histórico e pensar em novos espaços para a qualidade de vida dos trabalhadores. O outro prédio deve ser entregue no dia do aniversário de 96 anos do MEC, em 14 de novembro”, adiantou. 

Leia Também:  MME institui comissão permanente para acompanhar o mercado de energia elétrica

A etapa da revitalização do edifício Anexo II envolve a implantação de espaço de convivência para os trabalhadores, do laboratório EducaLab e de novos auditórios destinados à realização de eventos e atividades institucionais. 

Autores do projeto – A revitalização conciliou modernização da infraestrutura e valorização do patrimônio tombado, a partir das seguintes ações: recuperação do concreto aparente, originalmente concebido para a edificação, de modo que intervenções incompatíveis realizadas ao longo dos anos foram removidas; requalificação do paisagismo original concebido por Oscar Niemeyer; e instalação de painel de azulejos do artista brasiliense João Henrique, em homenagem ao arquiteto João Filgueiras Lima (Lelé), coautor do projeto do edifício ao lado de Niemeyer. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Subsecretaria de Gestão Administrativa (SGA) 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA