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STOXX 600 se mantém próximo à estabilidade com foco nos dados econômicos da zona do euro

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O principal índice acionário europeu, o STOXX 600, flutuava perto da estabilidade nesta segunda-feira, após uma leve alta no início do pregão. Isso ocorreu após a divulgação de dados que indicam um crescimento robusto da atividade empresarial na zona do euro, o maior em sete meses, em março. No entanto, os investidores continuam atentos a novas informações sobre as tarifas comerciais dos Estados Unidos.

O STOXX 600 recuava 0,01%, alcançando 549,62 pontos, logo após os dados revelarem um aumento na produção industrial da Alemanha, o primeiro em quase dois anos. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar da zona do euro, compilado pela HCOB e S&P Global, subiu para 50,4 neste mês, em comparação com 50,2 registrado em fevereiro, o maior valor desde agosto do ano passado.

Na semana passada, o índice europeu teve um desempenho positivo, após duas quedas semanais consecutivas, impulsionado pela aprovação do Parlamento alemão para um substancial aumento nos empréstimos estatais, com o objetivo de estimular o crescimento da maior economia da região. No entanto, o Deutsche Bank ressaltou que ainda há incerteza sobre se a Alemanha utilizará esses recursos para realizar as reformas necessárias ou se o crescimento econômico mais forte diminuirá a urgência dessa agenda, tornando as reformas mais difíceis politicamente.

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O estímulo fiscal da Alemanha, combinado com a guerra comercial liderada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, tem levado economistas a revisar para baixo as previsões de crescimento para os Estados Unidos, tornando as ações europeias mais atraentes para os investidores. Até o momento, o STOXX 600 acumula uma valorização de 8,3% no ano, enquanto o S&P 500 recuou 3,6% no mesmo período.

Entre os setores, as ações de mineração lideravam os ganhos, com alta de 1,9%, impulsionadas pelos preços mais elevados do cobre. Os investidores aguardam, ainda, os detalhes da promessa de Trump de anunciar novas tarifas recíprocas para os parceiros comerciais dos EUA, com previsão para 2 de abril.

Nos principais mercados europeus, o índice Financial Times de Londres registrava uma queda de 0,01%, aos 8.645 pontos, enquanto o DAX de Frankfurt subia 0,18%, atingindo 22.933 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 apresentava uma leve perda de 0,11%, indo a 8.034 pontos. Já o índice Ftse/Mib de Milão avançava 0,14%, para 39.089 pontos, enquanto o Ibex-35 de Madri registrava uma alta de 0,41%, atingindo 1.405 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 valorizava-se 0,16%, aos 6.808 pontos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

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Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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