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Mapa e MMA comemoram o Dia Internacional das Florestas com ações de fomento ao desenvolvimento sustentável de florestas plantadas
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Na tarde da última sexta-feira (21), data em que se comemora o Dia Internacional das Florestas, gestores dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), representantes de instituições privadas, técnicos e produtores rurais estiveram reunidos em Brasília (DF) no evento Florestas de Valor: Oportunidades de Investimento na Conservação e na Cadeia Produtiva.
A atividade, promovida com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Ministério da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha (BMZ) e do banco alemão KFW, teve como objetivo ampliar o diálogo sobre o papel das florestas no contexto ambiental, econômico e social, além de construir uma rede de conexão para fomentar a inovação, a conservação e o desenvolvimento sustentável do setor florestal.
O secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda, qualificou o evento como estratégico por reunir governo e instituições de referência para discutir a sinergia entre produção florestal e conservação. “É muito importante que todos nós tenhamos consciência de que o setor de florestas plantadas possui uma das maiores carteiras de investimentos do país, gerando mais de 2 milhões de empregos e matéria-prima para mais de 5 mil produtos. Um exemplo de como os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e todo o time do Governo Federal têm se empenhado para que haja desenvolvimento com sustentabilidade”, afirmou.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, defendeu que todas as florestas têm valor. “Precisamos fazer com que nossas florestas plantadas não sejam oposição às nossas florestas nativas. É possível produzir mais, pelo uso da tecnologia e do conhecimento, sem que seja preciso destruir mais florestas. É necessário criar esse processo de retroalimentação.”
A ministra destacou ainda o trabalho que vem sendo realizado para a criação de um fundo global para a proteção de florestas, chamado Fundo Florestas Tropicais para Sempre. “Nós queremos pagar por hectare de floresta preservada. Quem tem excedente de florestas pode receber para manter essas áreas verdes preservadas”, explicou.
Durante o painel Florestas para Sempre: Sinergia entre Produção Florestal e Conservação – Desafios e Oportunidades para um Futuro Sustentável, os participantes puderam conhecer programas e ações que, de forma integrada e transversal, contribuirão para o desenvolvimento sustentável de florestas plantadas.
O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, fez uma retrospectiva do trabalho desenvolvido no ministério para consolidar a política florestal do Brasil.
“Há cerca de dois anos, recebemos a encomenda do ministro Carlos Fávaro de fortalecer nossa política agrícola florestal. Desde então, reeditamos importantes planos como o de Ação de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado (PPCDAm e PPCerrado) e, em seguida, o Plano Clima. Com a efervescência de uma agenda socioambiental, foi lançado, em 2024, um novo Plano Nacional de Florestas Plantadas e o Plano Floresta+Sustentável (F+S), promovendo, no âmbito da Rede F+S, a Chamada Pública para Projetos Florestais (Mapa Nº 01/2024), com o objetivo de conectar produtores e iniciativa privada para a realização de projetos de fomento à silvicultura brasileira”, destacou Neto.
Nesse contexto, foi criado, durante o evento, um espaço de matchmaking, conectando 25 projetos (já chancelados pelo Mapa) a 21 investidores, públicos e privados, de maneira a impulsionar a produção de florestas plantadas.
“Nesse Dia Internacional das Florestas, tivemos a primeira rodada de negócios florestais, em que 21 entidades apoiadoras que formam a rede Floresta+ Sustentável, com responsabilidade social e ambiental explicitadas em suas declarações de valores, vão poder contar com 25 projetos sustentáveis para o desenvolvimento florestal, apresentados por entidades da sociedade civil organizada. Essa é uma ação que precisa se multiplicar, pois trabalhamos para que essa iniciativa de conexão, que é voluntária e autônoma, se consolide, contribuindo para um setor forte, produtivo, sustentável e com capacidade de convivência”, disse, otimista, o secretário da SDI.
Participaram do evento o secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Moisés Savian; a secretária de Biodiversidade do MMA, Rita Mesquita; o gerente de Recursos Naturais da CNI, Mário Cardoso; o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Garo Batmanian; o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho; a presidente da Câmara Setorial de Florestas Plantadas, Adriana Maugeri; o chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, Marcus Cardoso; o secretário-adjunto da SDI, João Crescêncio Marinho; o corregedor-geral do MAPA, Ciro Dornelas; a diretora do Departamento de Reflorestamento e Recuperação de Áreas Degradadas (Deflo/Mapa), Ivana Merched; entre outras autoridades e convidados.
O QUE SÃO FLORESTAS PLANTADAS?
Florestas plantadas configuram uma cultura agrícola composta por árvores cultivadas especificamente para a produção de madeira legal, papel, celulose, carvão vegetal, chapas, painéis e outros produtos florestais.
No Brasil, esse setor desempenha papel fundamental na economia, pois possui uma diversidade de espécies florestais cultivadas que são essenciais para a sustentabilidade ambiental e econômica do país.
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Fortaleza recebe agenda de fortalecimento da pesca e da aquicultura
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta terça-feira (29) uma agenda em Fortaleza (CE) voltada ao fortalecimento da pesca e da aquicultura no estado. A programação reuniu a apresentação do Pronaf Azul a pescadores artesanais e marisqueiras, a entrega de certificados do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), uma visita à Universidade Federal do Ceará (UFC) e uma reunião com representantes do setor industrial.
Pela manhã, na Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará, o ministro participou da apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito voltada aos pescadores e demais trabalhadores das águas, além da entrega dos certificados do PROPESC. Em mensagem direcionada aos pescadores cearenses, Edipo destacou a importância de ampliar o acesso às políticas de crédito para o setor. “Essa linha de crédito tira da invisibilidade o público dos homens e mulheres das águas. Pela primeira vez, nós temos um plano safra recorde com R$ 85 bilhões, mas que tem uma linha voltada aos homens e mulheres que trabalham com o alimento que vem das águas”, afirmou o ministro.
O Pronaf Azul contempla três linhas de crédito direcionadas ao público da pesca e da aquicultura: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Costeiro. Durante a agenda, o ministro também reforçou a orientação para que pescadores busquem as instituições financeiras acompanhados de técnicos ou extensionistas, de forma a apresentar os projetos e acessar os recursos destinados ao desenvolvimento sustentável das atividades.
Ciência e formação na UFC
Na segunda parte da agenda, Edipo visitou a Universidade Federal do Ceará (UFC), que conta com quatro projetos apoiados financeiramente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. A programação incluiu conversa com os coordenadores dos projetos, visita às iniciativas e uma roda de conversa com estudantes.
A agenda na universidade reforça a integração entre políticas públicas, pesquisa e formação profissional. Segundo o ministro, os investimentos em ciência e inovação são fundamentais para fortalecer as políticas voltadas à pesca e à aquicultura. “Política pública boa e robusta só faz com ciência, inovação, tecnologia e pesquisa”, afirmou Edipo. Ele também destacou a importância da participação dos estudantes, que, segundo ele, representam o futuro do setor.
Diálogo com o setor industrial
No fim do dia, o ministro se reuniu com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca do Estado do Ceará (SINDIFRIO-CE). O encontro foi dedicado à discussão das principais demandas e desafios do setor.
Entre os temas da agenda esteve o Plano Brasil Soberano, apresentado pelo ministro como uma iniciativa voltada à proteção da indústria brasileira diante de impactos econômicos. Edipo também destacou a estratégia de diversificação dos mercados para as exportações brasileiras, com aproximação de países da América do Sul, além dos mercados asiático, africano e europeu.
A agenda em Fortaleza integra as ações do Governo Federal para aproximar políticas públicas, setor produtivo, instituições de pesquisa e trabalhadores da pesca e da aquicultura, ampliando as oportunidades de desenvolvimento e sustentabilidade para a atividade no Ceará.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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