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Exportação impulsiona mercado de frango e sustenta preços

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O relatório mais recente da Consultoria Agro do Itaú BBA traz uma análise abrangente sobre o setor de frangos, destacando os fatores que influenciam o mercado e as perspectivas para os próximos meses. O estudo revela que as exportações continuam desempenhando um papel essencial na sustentação dos preços da ave, mesmo diante de oscilações em outras proteínas animais.

Em fevereiro de 2025, os preços da carne de frango permaneceram firmes, favorecidos pelo alto custo das demais proteínas no mercado. Apesar de uma ligeira redução nos spreads da produção e exportação em relação a janeiro, os indicadores seguem acima da média histórica. No período, o frango inteiro congelado em São Paulo apresentou estabilidade, com variação de -0,3% em relação ao mês anterior, enquanto a carcaça dianteira bovina recuou 0,9% e a traseira teve queda de 5,0%. O frango manteve sua competitividade no comparativo com as carnes bovina e suína, mesmo diante da valorização de outras proteínas, como a meia carcaça suína (+13%) e os ovos (+40%).

No que se refere aos custos, houve uma leve redução no spread da produção de frango, que passou para 72%, ainda acima da média histórica de 56%. Esse movimento foi influenciado pelo aumento de 0,8% no custo de produção da avicultura e pela leve desvalorização da ave abatida (-0,3%).

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Exportações batem recorde, mas preços recuam

As exportações de carne de frango mantiveram um desempenho positivo, com embarques de 406 mil toneladas in natura em fevereiro, um crescimento de 7,5% na comparação anual, estabelecendo um novo recorde para o mês. Contudo, o preço médio da carne exportada sofreu uma leve queda de 0,5% em relação a janeiro, impactado também pela desvalorização do dólar frente ao real (-4,4%), o que reduziu a receita convertida para moeda nacional.

O spread da exportação recuou de 109% em janeiro para 98% em fevereiro, mas ainda se manteve acima da média histórica de 78%. Apesar da queda nos embarques para importantes destinos, como Arábia Saudita, China e Japão, outros mercados, como México, Filipinas e Coreia do Sul, compensaram essa redução, garantindo a manutenção do volume exportado.

Perspectivas: mercado interno aquecido e novos destinos comerciais

As projeções para o setor avícola seguem positivas, sustentadas pelo equilíbrio da oferta e pelo suporte dos preços das proteínas concorrentes no mercado interno. Uma boa notícia para o setor foi o anúncio, no final de fevereiro, da abertura do mercado do Vietnã para miúdos de frango, um segmento de alto valor agregado. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Vietnã, com seus 100 milhões de habitantes, representa uma oportunidade estratégica para o setor.

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A diversificação dos destinos comerciais, aliada à possibilidade de recuperação da demanda em mercados tradicionais, traz boas perspectivas para as exportações brasileiras. No entanto, um ponto de atenção são os custos de produção, impulsionados pela alta dos preços do milho desde o segundo semestre de 2024. Esse movimento se intensificou nos primeiros meses de 2025 devido às incertezas sobre a safrinha e à forte demanda interna. Por outro lado, a queda nos custos do farelo de soja tem contribuído para atenuar o impacto da alta do milho, ajudando a manter os spreads do setor.

No cenário global, os Estados Unidos, principal produtor e consumidor mundial de frango e segundo maior exportador, projetam um crescimento modesto de 1,4% na produção em 2025. No entanto, com o consumo interno esperado para crescer 1,7%, as exportações norte-americanas devem recuar 1,8%, o que pode abrir mais espaço para o Brasil consolidar sua presença no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rumo (RAIL3) bate recorde histórico de transporte em maio e Santander mantém recomendação de compra para ações

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Rumo registra maior volume mensal de transporte da história

A operadora logística Rumo (RAIL3) alcançou em maio cerca de 8,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (RTK), o maior volume mensal já registrado pela companhia.

O resultado representa crescimento de 8% em relação a maio de 2025, segundo relatório do Santander Corporate & Investment Banking, divulgado nesta quarta-feira (10).

O desempenho também superou as expectativas do mercado, ficando 7,5% acima das estimativas do banco, indicando uma performance operacional mais forte do que o projetado.

Crescimento é impulsionado por corredores Norte e Sul

De acordo com os analistas do Santander, o avanço foi sustentado pelo desempenho consistente das principais rotas operacionais da companhia.

  • Corredor Norte: alta de 8,2% na comparação anual
  • Corredor Sul: crescimento de 6,5% no mesmo período

O relatório destaca que a expansão simultânea nas duas regiões reforça a eficiência logística da empresa e sua capacidade de atender a demanda crescente do transporte ferroviário no Brasil.

Santander mantém recomendação de compra para Rumo

Com base nos resultados operacionais, o Santander manteve a recomendação de “Outperform” (equivalente à compra) para as ações da Rumo.

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O banco também reiterou o preço-alvo de R$ 20,50 para o final de 2026, reforçando a perspectiva positiva para os papéis da companhia no médio prazo.

Segundo o relatório, o desempenho operacional sólido contribui para sustentar a confiança dos investidores e fortalece as expectativas de continuidade do crescimento ao longo do ano.

Análise reforça solidez operacional da companhia

O estudo foi elaborado pela equipe de pesquisa de ações para a América Latina do Santander, com participação dos analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani.

A análise considerou os dados operacionais divulgados pela própria Rumo em 9 de junho, além de comparações com projeções internas do banco, informações da plataforma FactSet e histórico operacional da companhia.

Para o Santander, os números confirmam a solidez operacional da Rumo e reforçam a visão de um cenário favorável para o desempenho da empresa no setor de logística ferroviária brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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