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Federarroz Confirma Exportação de Arroz a R$ 82 a Saca no Porto de Rio Grande
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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) anunciou a confirmação de um novo acordo de exportação de arroz brasileiro a R$ 82,00 a saca de 50 quilos, realizado no Porto de Rio Grande. A transação representa um marco significativo para o mercado, especialmente após um período de oscilações nos preços do produto nos últimos meses. Esse valor é visto como positivo tanto pelo impacto direto na exportação quanto pela sua capacidade de influenciar as cotações internas do arroz.
De acordo com o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, a negociação contribui para aumentar a segurança do setor. “Observa-se uma estabilidade nos preços em várias regiões do Estado, e a confirmação desta exportação deve fornecer uma referência sólida para o mercado, ajudando a estabilizar definitivamente os preços”, comentou Velho.
A entidade também destacou que a operação reforça a importância estratégica das exportações como um mecanismo de equilíbrio entre oferta e demanda. O Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz, possui uma infraestrutura logística consolidada, com o Porto de Rio Grande sendo um dos principais pontos de escoamento para o arroz produzido no estado e destinado ao mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro

