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MME e Inmetro debatem diretrizes da certificação do hidrogênio de baixa emissão de carbono

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O Ministério de Minas e Energia (MME) se reuniu, nessa terça-feira (1º/04), com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para esclarecer os principais pontos do decreto regulamentar do Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (H2), em elaboração no MME. O instituto tem colaborado na definição das diretrizes para aprovação de padrões técnicos ao setor com base nas discussões do Comitê Gestor do Plano Nacional do Hidrogênio (Coges-PNH2).

Um dos elementos a serem regulamentados é a indicação das instituições que irão compor o Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (SBCH2), ao qual o Inmetro irá contribuir com critérios para acreditação, disponibilização e atualização da relação das certificadoras acreditadas.

Para o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Thiago Barral, a parceria foi necessária para atualizar sobre o andamento da regulamentação da Lei do hidrogênio de baixa emissão de carbono. “É importante termos esta validação para estarmos alinhados à missão e ao planejamento estratégico do Inmetro. A partir de agora, como parte integrante do Comitê Gestor do Sistema, poderemos contar com o Inmetro como o organismo oficial de acreditação das certificadoras do processo de H2”, afirmou.

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MME e Inmetro debatem diretrizes da certificação do hidrogênio de baixa emissão de carbono

Foto: Ricardo Botelho/MME

Para o presidente do Inmetro, Márcio André Brito, as diretrizes institucionais evidenciam o papel do instituto em apoiar e coordenar a infraestrutura da qualidade do país para dar suporte a diversas políticas públicas, como a Nova Indústria Brasil e, agora, a Política Nacional do H2.

“O Inmetro irá prover soluções em avaliação da conformidade em sintonia com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), que será a regulamentadora da qualidade do H2. O Inmetro também irá cooperar tecnicamente para o desenvolvimento conjunto de tecnologias metrológicas para a adequada rastreabilidade do hidrogênio de baixa carbono no Brasil. Atualmente, por exemplo, estamos trabalhando no material de referência do H2, um importante passo para a confiança das medições do SBCH2”, avaliou Márcio André Brito.

A criação do SBCH2 é um dos elementos-chave da política brasileira para o hidrogênio de baixa emissão, estabelecida no âmbito das Leis nº 14.948/2024 e Lei nº 14.990/2024, que instituem o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono e criam o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), respectivamente. O Inmetro irá colaborar com o texto final da regulamentação que está sendo elaborado pelo MME e deve ser encaminhado, ainda esta semana, para a avaliação do setor.

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Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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