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Agrishow 2025 projeta superar R$ 15 bilhões em intenções de negócios
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A 30ª edição da Agrishow, uma das maiores feiras internacionais de tecnologia agrícola, realizada em Ribeirão Preto (SP), carrega expectativas otimistas para o setor de máquinas e implementos. De acordo com Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as vendas devem crescer entre 8% e 10% em 2025, podendo ultrapassar R$ 15 bilhões em intenções de negócios.
Após o evento, os negócios são trabalhados ao longo de 90 dias para viabilizar financiamentos e concretizar transações. A estimativa de crescimento tem como base um levantamento realizado junto aos fabricantes, desconsiderando setores como automóveis e aviação.
Na edição de 2024, a Agrishow registrou um recorde de R$ 13,608 bilhões em intenções de negócios no segmento de máquinas e implementos agrícolas, representando um crescimento de 2,4% em relação a 2023, quando alcançou R$ 13,29 bilhões.
O Governo Federal projeta um aumento de 11% no valor bruto da produção agropecuária nacional, chegando a R$ 1,4 trilhão em 2024. Para Estevão, essa expansão deve estimular os investimentos e o planejamento dos agricultores. Além disso, as vendas de máquinas agrícolas apresentaram crescimento contínuo nos últimos quatro meses em relação ao mesmo período do ano anterior. “O ano passado foi desafiador devido à seca, mas com a atual safra promissora e condições favoráveis para culturas como cana-de-açúcar, café e laranja, o mercado regional deve impulsionar o desempenho da Agrishow”, avaliou.
Os 4Cs que influenciam o mercado agrícola
João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow e vice-presidente do Conselho de Administração da Abimaq, destacou quatro fatores determinantes para o setor: clima, câmbio, crédito e commodities. Segundo ele, as condições climáticas, que afetaram a produção no ano passado, trouxeram novos desafios para 2025, especialmente na região Sul.
“Nos últimos quatro anos, o Rio Grande do Sul enfrentou sucessivos eventos climáticos adversos, impactando também o Paraná. No entanto, o restante do país compensou essas perdas, e prevemos uma supersafra, com 120 milhões de toneladas de milho e 170 milhões de toneladas de soja. A produção de arroz foi normalizada, e a de carne segue em crescimento”, afirmou.
O câmbio, por sua vez, não apresenta grandes impactos negativos, enquanto os preços das commodities, apesar de um recuo, permanecem em patamares sustentáveis. “O principal fator que impulsiona os ganhos dos agricultores é a alta produtividade e a redução dos custos de insumos”, ressaltou Marchesan.
Por outro lado, o crédito segue escasso. Marchesan alertou que os recursos do atual Plano Safra já foram praticamente esgotados, restando apenas pequenos montantes não aplicados pelos bancos. Com isso, os agricultores devem recorrer, majoritariamente, a recursos próprios para novos investimentos. O boletim Focus projeta a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao final de 2025, enquanto os bancos privados operam com juros entre 18% e 20%, dificultando o acesso ao financiamento agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores
O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.
Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.
De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.
Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas
Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.
A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.
Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.
Média nacional do suíno vivo recua
Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.
No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.
Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.
Cotações regionais do suíno vivo
- São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
- Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
- Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
- Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
- Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
- Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
- Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
- Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume
Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.
O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.
Na comparação com maio de 2025, houve:
- Crescimento de 1,4% na receita média diária;
- Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
- Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda
O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.
Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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