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Ministro André de Paula recebe presidente da CNPA para ouvir demandas do setor pesqueiro

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O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, se reuniu, ontem (02/04), com o presidente reeleito da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), Edvando Soares de Araújo. Na pauta do encontro estavam algumas das principais demandas do setor pesqueiro como o Seguro-defeso e o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).  

Os presidentes das federações de pescadores e aquicultores dos estados puderam ter suas dúvidas esclarecidas diretamente pelo ministro e pelos secretários do Ministério. Para André de Paula, esse diálogo com o setor pesqueiro é um compromisso do MPA desde o início. “Estou muito feliz em recebê-los aqui, pois todo o nosso trabalho é para vocês”, destacou.  

Edvando Araújo também ressaltou a importância da parceria com o Ministério. “Hoje temos um Ministério que tem profissionais dedicados a solucionar os problemas da pesca, um Ministério que representa o pescador”, afirmou.  

Uma das dúvidas trazidas pelos pescadores foi em relação à demora na emissão do RGP. Atualmente, há mais de 400 mil processos abertos em análise. A diretora do Departamento de Registro e Monitoramento da Pesca e Aquicultura do MPA, Elielma Ribeiro, explicou que foi criada uma força-tarefa para solucionar o problema, com 65 servidores do Ministério dedicados à análise dos pedidos, com foco nos estados com mais demanda: Pará, Maranhão, Amazonas e BahiaA expectativa é que as análises sejam concluídas em 90 dias. 

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Além disso, Eliema acrescentou que o departamento tem feito um monitoramento intenso no sistema de registro para evitar falhas e travamentos. Também foi feita uma parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) para o desenvolvimento de um novo sistema para a melhoria dos processos.   

Ela destacou, ainda, que o MPA tem emitido certidões provisórias de autenticidade para que algumas embarcações possam continuar os trabalhos. “A gente avançou muito em todo o processo, mas esse represamento ainda é um desafio. Por isso, estamos desenvolvendo essas estratégias para tentar resolver esse problema o quanto antes”, explicou.  

Seguro-defeso  

O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, esteve pessoalmente no Ministério para tirar as dúvidas dos pescadores sobre o Seguro-defeso. Segundo ele, a autarquia contará com um representante no gabinete da presidência para atender às demandas do setor pesqueiro.   

Ele também apresentou as medidas que estão sendo feitas para que as solicitações do Seguro-defeso sejam atendidas com mais rapidez. “Um acerto do atual governo foi desburocratizar os pedidos do seguro, pois agora basta um atestado médico para que o pescador solicite o benefício, o que pode ser feito pelos Correios. Assim, o tempo de espera caiu de 7 meses para menos de 30 dias”, destacou.  

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Registro obrigatório – O RGP também foi toma de debate. O registro é obrigatório para quem deseja atuar no setor pesqueiro no país. Ele também é um requisito para a obtenção do Seguro-defeso, um auxílio pago aos pescadores e aquicultores em licença médica ou impedidos temporariamente de exercer a atividade.  

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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