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“Prevenção é essencial para um ambiente de trabalho seguro”, destaca Luiz Marinho na Canpat 2025

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou, nesta quinta-feira (3), a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat) 2025. A edição deste ano tem como principal objetivo reforçar a cultura de prevenção no ambiente laboral, com foco no fortalecimento de dois instrumentos essenciais para a segurança dos trabalhadores: a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), presentes em empresas e instituições.

A Canpat 2025 visa ampliar a conscientização sobre normas de segurança e saúde no trabalho, promovendo o debate e incentivando a adoção de medidas preventivas que garantam ambientes mais seguros para os trabalhadores brasileiros.

Na abertura do evento, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a importância da união entre empregadores, trabalhadores e governo na construção de um ambiente de trabalho seguro e saudável. “A prevenção é essencial para um ambiente de trabalho seguro”, afirmou o ministro, ressaltando que a melhoria das condições laborais depende de múltiplos fatores, como qualificação profissional, investimento em tecnologia e compromisso dos tomadores de decisão, especialmente os gestores que lidam diretamente com os trabalhadores.

Luiz Marinho enfatizou que a campanha tem o papel de sensibilizar toda a sociedade, incluindo educadores, para fortalecer a cultura da prevenção. Além disso, ressaltou a relevância da Comissão Tripartite e do trabalho dos auditores-fiscais do Trabalho e das instituições parceiras na implementação de medidas eficazes de segurança e saúde no trabalho.

O secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello, ressaltou a importância da CIPA e do SESMT na prevenção de acidentes. Ele também destacou a necessidade de conscientizar os novos auditores-fiscais que ingressarão na Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) neste ano sobre a relevância da segurança e saúde no ambiente laboral. Luiz Felipe anunciou a chegada de mais 900 auditores-fiscais do Trabalho em breve e enfatizou que a atuação desses profissionais será essencial para reforçar a fiscalização e contribuir para a construção de um ambiente de trabalho mais seguro e saudável.

Participaram do evento diversas autoridades e representantes de entidades ligadas à segurança e saúde no trabalho. Entre os presentes estavam Washington dos Santos, representante dos trabalhadores na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP); Clóvis Queiroz, representante dos empregadores na CTPP; Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC); Adriana Silveira Machado, subprocuradora-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT); e Alberto Balazeiro, representante do Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

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Também marcaram presença José Ribeiro, representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT); Sérgio Mendonça, representante do Conselho Nacional do SESI; José Aparecido da Costa Freire, presidente do Sistema Fecomércio-DF, SESI e SENAC; e Daniel Zoet, gerente de Segurança Ocupacional na área de Estratégia e Centro de Excelência em Segurança da Petrobras.

Acidentes de trabalho no Brasil

Em 2023, o Brasil registrou 732.751 casos de acidentes e doenças do trabalho entre segurados do INSS, segundo dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho do Ministério da Previdência Social. Esse número, já alarmante, pode ser ainda maior devido à subnotificação de ocorrências. Entre os casos registrados, mais de 2.780 trabalhadores perderam a vida, e 6.352 sofreram incapacitações permanentes, sem contar os milhares de traumas que impactaram a saúde e o futuro de muitos brasileiros e brasileiras.

Os impactos dos acidentes de trabalho vão além do setor privado e refletem diretamente no setor público. Entre 2018 e 2022, a Previdência Social concedeu 774.516 benefícios acidentários, resultando no afastamento de milhares de trabalhadores e na interrupção de sua geração de renda. Nesse período, o INSS desembolsou aproximadamente R$ 54,7 bilhões em auxílios e pensões relacionados a acidentes e doenças ocupacionais — um valor que pode ser ainda maior ao se considerar outras despesas associadas.

O impacto econômico e social dessas ocorrências é imenso. Estima-se que os acidentes e doenças do trabalho possam representar uma perda de até 4% do PIB nacional, o que, considerando o PIB de 2023, equivale a cerca de R$ 429 bilhões anualmente. São recursos que poderiam ser investidos no crescimento do país, mas acabam destinados a cobrir os custos dessa tragédia invisível.

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Segundo o auditor-fiscal do Trabalho e coordenador da Canpat, José Almeida Martins de Jesus Junior, a prevenção é fundamental para enfrentar esse cenário desafiador. Ele ressalta que proteger vidas no ambiente de trabalho vai além da segurança individual, sendo um pilar da justiça social e do desenvolvimento sustentável do país. “Nenhuma nação pode se desenvolver plenamente sem garantir um ambiente de trabalho seguro, saudável e digno para seus cidadãos. Prevenir acidentes é uma responsabilidade de todos e um compromisso com um país mais justo, produtivo e humano.”

Ações da Canpat 2025

Segundo José Almeida Junior, a Canpat 2025 trará um amplo conjunto de ações educativas e informativas para fortalecer a cultura de prevenção de acidentes e doenças do trabalho no Brasil. A campanha contará com iniciativas como lives temáticas, a Semana CapacitaSIT e eventos presenciais, incluindo os Encontros Estaduais e Regionais de Segurança e Saúde do Trabalho.

Além disso, serão realizadas capacitações e cursos online, bem como a Canpat Construção Civil, promovida em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Outras ações incluem a produção de materiais informativos para Microempreendedores Individuais (MEI), vídeos e áudios educativos, além de eventos esportivos, como a Corrida do Trabalhador e o Passeio Ciclístico da Segurança e Saúde do Trabalhador, em parceria com o SENAI.

As Superintendências Regionais do Trabalho também terão um papel ativo na campanha, promovendo ações locais para reforçar a conscientização sobre segurança no ambiente laboral. Um dos destaques será o Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CONPAT), realizado em parceria com a Petrobras S/A, reunindo especialistas para discutir estratégias e boas práticas na área.

A Canpat 2025 também reforçará a importância da educação para a segurança desde a infância, com a realização do Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas, visando conscientizar crianças e jovens sobre a relevância da prevenção de acidentes no ambiente de trabalho.

O lançamento da campanha foi transmitido ao vivo pelo YouTube e pode ser acessado no canal da Escola Nacional da Inspeção do Trabalho aqui.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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