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Mapa lança plataforma ConectaAgro com informações relevantes para o agronegócio brasileiro
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acaba de lançar o ConectaAgro, uma nova ferramenta interativa desenvolvida para fortalecer o fluxo de informações e ampliar as exportações e a presença internacional do agronegócio brasileiro.
A ferramenta reúne informações sobre intercâmbio comercial, eventos, feiras e a atuação dos 40 adidos agrícolas em países considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.
“O ConectaAgro é uma ferramenta que se soma a outras iniciativas recentemente lançadas pelo Mapa, bem como a ações de outros ministérios e agências ligadas ao comércio exterior, com o objetivo de fortalecer a presença internacional do Brasil. Nosso propósito é abrir portas para mercados externos e garantir que o país continue sendo um dos principais fornecedores globais de alimentos”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
“Iniciativas como o AgroInsight, o Passaporte Agro, a Caravana do Agro Exportador e o Pool de Tradings ganham um reforço estratégico com o ConectaAgro, que funciona como um sistema interativo e integrado de apoio ao exportador brasileiro em diversas áreas”, ressaltou Fávaro.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, a proposta, com mais essa ferramenta, é ajudar o exportador a aproveitar as oportunidades geradas pelos 348 mercados abertos desde o início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — um número recorde. “Ter acesso rápido e preciso a informações de mercado é essencial tanto para o início quanto para a consolidação de negociações comerciais. A agilidade na obtenção desses dados permite tomadas de decisão mais estratégicas, alinhadas às necessidades e expectativas dos mercados internacionais, garantindo maior competitividade e assertividade nas negociações”, afirmou.
Com adidos agrícolas posicionados em 38 postos ao redor do mundo, o Brasil mantém uma presença ativa em mercados considerados prioritários, com destaque para o recente incremento de adidâncias especialmente em países da África. Esses profissionais desempenham um papel essencial ao facilitar negociações, abrir portas para novos produtos e atuar na resolução de questões técnicas que possam dificultar o acesso a determinados mercados.
Além de atuarem como ponte para as negociações, os adidos agrícolas representam o Brasil em fóruns globais importantes e também participam de eventos estratégicos de promoção comercial. Feiras, rodadas de negócios e missões empresariais são fundamentais para ampliar a visibilidade do agronegócio brasileiro, identificar novas demandas de mercado e fortalecer parcerias comerciais em diferentes regiões do mundo. Tudo isso sempre em coordenação com a ApexBrasil, as Embaixadas, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras
A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.
De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.
Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva
No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.
Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.
Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.
Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado
Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.
A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.
A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.
América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos
Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.
Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.
Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.
Clima seguirá como principal variável para os preços
Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.
Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.
Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.
A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.
Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


