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Após perdas expressivas, café inicia terça-feira com leves altas nas bolsas internacionais
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Após encerrar a sessão anterior com acentuadas quedas, os preços do café iniciaram esta terça-feira (08) em recuperação moderada nas principais bolsas internacionais.
Segundo boletim divulgado pelo Escritório Carvalhaes, o recente e inédito choque tarifário abalou profundamente o comércio global, gerando grande instabilidade e ampliando os temores quanto a uma possível recessão mundial. O documento destaca que, diante dos estoques reduzidos — tanto em países produtores quanto em nações consumidoras — e dos recorrentes problemas climáticos, os preços do café tendem a se manter sustentados. No entanto, a entidade ressalta a necessidade de acompanhar atentamente os desdobramentos das negociações referentes à implementação das chamadas “tarifas recíprocas”, para uma análise mais precisa do cenário.
O consultor de mercado agrícola Marcelo Fraga Moreira observa que o principal receio no momento é uma combinação de inflação global, retração na atividade industrial, aumento do desemprego e queda no consumo, o que impactaria diretamente o desempenho das commodities.
Por volta das 9h15 (horário de Brasília), o café arábica apresentava alta de 270 pontos, sendo negociado a 347,50 cents por libra-peso no contrato com vencimento em maio de 2025. O contrato para julho/25 subia 380 pontos, cotado a 345,75 cents/lbp; o de setembro/25 avançava 355 pontos, para 341,30 cents/lbp; enquanto o de dezembro/25 registrava alta de 360 pontos, sendo negociado a 336,40 cents/lbp.
No caso do café robusta, o contrato de maio/25 apresentava valorização de US$ 29, cotado a US$ 4.825 por tonelada. O vencimento de julho/25 subia US$ 20, negociado a US$ 4.820/tonelada; o de setembro/25 tinha alta de US$ 22, para US$ 4.787/tonelada; e o de novembro/25 registrava leve aumento de US$ 8, cotado a US$ 4.694/tonelada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede o faturamento da produção agropecuária, é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A maior parte do valor corresponde à lavoura, que soma R$ 893,3 bilhões, equivalente a 63,9% do total. A pecuária registra R$ 504,8 bilhões, correspondente a 36,1% do VBP.
Entre os produtos agrícolas, a soja apresenta o maior valor estimado, de R$ 336 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 158,4 bilhões, pela cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e pelo café, com R$ 103,4 bilhões.
Na pecuária, a carne bovina apresenta projeção de faturamento de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do total, seguida pela carne de frango, com R$ 106,2 bilhões.
No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 216 bilhões, equivalente a 15,5% do total. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 166,2 bilhões (11,9%), e São Paulo, com R$ 156,2 bilhões (11,2%).
CÁLCULO
O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação de preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.
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