AGRONEGOCIOS
Ministro Fávaro destaca futuro do seguro rural no 18º Congresso Internacional ALASA
AGRONEGOCIOS
Para discutir o tema “Protegendo o futuro do agro: assegurando o amanhã”, teve início nesta terça-feira (8) o 18º Congresso Internacional ALASA. Realizado pela Associação Latino-Americana para o Desenvolvimento do Seguro Agropecuário (ALASA) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o evento segue até a quinta-feira (10), em Brasília, reunindo representantes dos setores público e privado em torno dos desafios e inovações do seguro rural na América Latina.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da abertura oficial e destacou que o tema é desafiador, mas o congresso da ALASA representa uma oportunidade para aprofundar discussões e construir soluções.
“O modelo que nos trouxe até aqui certamente não será o modelo que vai nos levar a um futuro sustentável. Diante das mudanças climáticas, é essencial termos um seguro rural eficiente, que ofereça tranquilidade aos produtores e segurança para o setor. Isso exige a presença ativa do governo, não apenas na subvenção ao prêmio do seguro, mas também na estruturação de políticas públicas robustas. O congresso ALASA é o espaço ideal para esse debate, onde buscamos não só trocar experiências, mas construir soluções viáveis para tornar o seguro rural mais atrativo, sustentável e acessível”, afirmou Fávaro.
O presidente da ALASA, Juan Carlos Cortés, destacou o papel estratégico do Brasil no cenário agropecuário internacional e agradeceu ao Mapa pelo apoio na coorganização do evento.
“A colaboração e o apoio do Mapa foram fundamentais para o sucesso deste congresso. Agradeço ao ministro Carlos Fávaro e a toda a equipe do Ministério, especialmente a Cléber Suárez e Lidierno Campos, que estiveram conosco intensamente na construção deste encontro”, afirmou.
Ao se referir ao Brasil como “uma potência alimentar”, Cortés ressaltou a liderança do país em áreas como pesquisa, inovação, capacitação técnica e, sobretudo, na força de seus agricultores, que servem de exemplo para toda a América Latina.
O presidente da ALASA também enfatizou que o futuro do seguro agropecuário está diretamente ligado ao futuro do setor rural. “Nosso destino, como seguradoras, resseguradoras, instituições financeiras e fornecedores de insumos, está intimamente ligado ao sucesso dos produtores. Todos dependemos de que a agricultura vá bem”, completou.
O congresso reúne profissionais e instituições ligadas ao seguro rural, como seguradoras, cooperativas agropecuárias, bancos, produtores, especialistas e autoridades públicas, consolidando-se como o principal espaço de debate sobre gestão de riscos no campo na América Latina.
PROGRAMAÇÃO
A programação do congresso conta com conferências magnas, painéis técnicos e mesas-redondas que abordam temas como gestão de riscos climáticos, seguros paramétricos, tecnologias aplicadas ao campo e estratégias de resiliência produtiva. A agenda inclui ainda apresentações de experiências internacionais, especialmente de países como México, Colômbia, China e Estados Unidos, além de um painel dedicado ao futuro do resseguro na América Latina e ao papel do parlamento no fortalecimento do setor.
O evento se encerra com uma jornada de campo, oferecendo aos participantes uma experiência prática e a oportunidade de conhecer iniciativas aplicadas ao seguro rural e à inovação no agronegócio.
Informações à imprensa
[email protected]
AGRONEGOCIOS
Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


