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Comissão aprova cordão para identificar pessoas com epidermólise bolhosa

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (9) o projeto que oficializa o cordão com desenhos de borboletas para identificar pessoas com epidermólise bolhosa (PL 1.235/2024). O projeto é do senador Laércio Oliveira (PP-SE), recebeu relatório favorável do senador Weverton (PDT-MA) e agora segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O texto aprovado esclarece que o uso dos cordões de identificação é opcional, de modo que sua ausência não pode prejudicar o exercício de direitos e garantias legais. Ao mesmo tempo, a posse do cordão não dispensa a apresentação de documento comprovando a condição, se isso for solicitado.

O cordão de borboletas se junta ao cordão de girassóis, já estabelecido pela Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, como símbolo de identificação das pessoas com deficiências ocultas. O projeto aprovado também determina ao poder público que divulgue esses símbolos e os direitos associados a eles.

A epidermólise bolhosa (EB) é uma doença genética rara que torna a pele extremamente frágil, fazendo com que ela forme bolhas e feridas ao mínimo contato ou atrito. A condição é crônica, não tem cura e requer cuidados específicos diários. Citando dados da Associação Debra Brasil, organização que busca dar suporte àqueles que têm a doença, Weverton informa, no relatório, que há cerca de 2.300 pessoas com epidermólise bolhosa no Brasil.

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“É comum que essas pessoas passem por situações constrangedoras, como entrar em um local e perceber que as pessoas se afastam, temendo, por ignorância, estarem diante de uma doença contagiosa. Olhares e comentários preconceituosos fazem parte do cotidiano. Assim, por conta desse preconceito, muitas ‘borboletas’ — como são carinhosamente chamadas as pessoas com a doença — acabam se isolando e evitando o convívio social”, afirma o relator.

O parecer foi lido na comissão pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Senado aprova criação da Universidade Federal do Esporte, que vai à sanção

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O Senado aprovou nesta terça-feira (16) o Projeto de Lei 6.133/2025, do Poder Executivo, que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte). A matéria foi votada em regime de urgência (REQ 9/2026), a pedido da Comissão de Esporte (CEsp) do Senado, e segue para sanção presidencial.

A nova instituição será vinculada ao Ministério da Educação e terá sede em Brasília, com possibilidade de expansão para outros estados. O objetivo é promover o ensino, a pesquisa, a extensão e a inovação na área da ciência do esporte.

Para a senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da proposta na Comissão de Esporte, a criação da universidade representa um avanço para o desenvolvimento do esporte nacional. Segundo ela, a instituição permitirá formar gestores, treinadores e outros profissionais do setor, além de oferecer novas oportunidades educacionais para atletas após o encerramento da carreira esportiva.

A senadora destacou que a iniciativa contribuirá para o fortalecimento do paradesporto, da participação feminina e de políticas de inclusão no esporte.

— Os méritos desta proposição são reunir, em uma mesma instituição, ensino, pesquisa, inovação, formação de profissionais e oportunidades para atletas que estão em transição de carreira — afirmou.

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Os recursos da universidade, segundo a lei, poderão ser provenientes do Orçamento Geral da União, de convênios, contratos, serviços prestados, auxílios e subvenções, além de valores oriundos das apostas destinados ao Ministério do Esporte. A implantação da instituição, porém, dependerá de previsão específica no Orçamento da União.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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