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Mercado de trigo mantém ritmo aquecido no Sul, impulsionado por alta cambial e oferta restrita

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Rio Grande do Sul: valorização do trigo importado e firmeza nos preços locais

De acordo com informações da TF Agroeconômica divulgadas nesta sexta-feira (16/08), o mercado de trigo segue aquecido no Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul. A elevação do dólar e o aumento dos preços praticados na Argentina — que já alcançam US$ 250 por tonelada para embarques em maio — impulsionaram a valorização do trigo importado.

No mercado interno, o trigo da safra atual tem sido ofertado entre R$ 1.500,00 e R$ 1.550,00 por tonelada, enquanto os compradores estão dispostos a pagar R$ 1.450,00. Alguns negócios foram fechados a R$ 1.465,00. Para a próxima safra, os exportadores estão ofertando o cereal a R$ 1.400,00 FAS no porto (equivalente a US$ 238/t FOB), valor acima da proposta inicial dos moinhos, de R$ 1.330,00. Em Panambi, os preços da pedra permanecem estáveis em R$ 74,00 por saca.

Santa Catarina: moinhos voltam ao mercado local diante da oferta reduzida

Em Santa Catarina, apesar da oferta ainda limitada, os moinhos voltaram a adquirir trigo produzido no próprio estado. Os preços locais passaram a se equiparar aos praticados no Paraná, em torno de R$ 1.700,00 por tonelada, embora essa pedida ainda encontre resistência por parte dos compradores.

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Os valores pagos aos triticultores continuaram em tendência de alta. Em Canoinhas, o preço alcançou R$ 76,00 por saca; em Chapecó, manteve-se por três semanas em R$ 71,00; em Joaçaba, atingiu R$ 79,00; em Rio do Sul e Xanxerê, chegou a R$ 80,00; e em São Miguel do Oeste, houve alta de R$ 1,50, com a saca sendo negociada a R$ 78,00.

Paraná: escassez e demanda aquecida sustentam preços elevados

No Paraná, o mercado apresenta escassez de produto, o que tem elevado as pedidas. Dois navios com trigo argentino devem descarregar um total de 55 mil toneladas nos portos do estado nos próximos dias. Ainda assim, os preços internos seguem firmes. Segundo o indicador CEPEA, o trigo apresentou valorização acumulada de 10,54% em 2025, sendo 0,84% no mês e 0,54% na última semana.

As pedidas giram em torno de R$ 1.700,00 por tonelada FOB, e os moinhos demonstram disposição em pagar esse valor na modalidade CIF para entregas previstas para junho. Apesar disso, os negócios seguem travados. No Oeste do estado, o trigo de origem paraguaia é ofertado a US$ 280/t.

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Paraná: valorização da pedra e aumento da margem dos produtores

Os preços da pedra também mantêm trajetória de alta no Paraná. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), a média semanal do preço da saca subiu 2,30%, alcançando R$ 79,68. Simultaneamente, o custo médio de produção recuou para R$ 68,68 por saca, o que resultou em um salto na margem de lucro dos triticultores: de 13,39% para 16,72%. O cenário é favorável para os produtores locais, que encontram boa rentabilidade no atual momento de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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