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Cenário internacional pode impulsionar agro brasileiro, aponta Tecnoshow COMIGO
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Perspectivas para o agro brasileiro em 2025
O cenário político e econômico internacional, apesar das incertezas, pode trazer vantagens competitivas para o agronegócio brasileiro no próximo ano. Essa foi a principal conclusão dos especialistas convidados para a programação técnica do quarto dia da 22ª edição da Tecnoshow COMIGO, que ocorre até esta sexta-feira (11), no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO).
O sócio-diretor da AgrInvest Commodities, Marcos Araújo, analisou o panorama global dos grãos e afirmou que a safra 2025/2026 se inicia com grandes desafios, tanto no Brasil quanto em outros países. Um dos pontos de atenção, segundo ele, é o acirramento da guerra comercial entre os Estados Unidos e outras nações.
“No nosso caso, é essencial observar os desdobramentos da relação entre EUA e China, principal compradora da soja brasileira. Cerca de 80% da nossa exportação do grão tem como destino o mercado chinês. Caso o conflito comercial se intensifique, há chance de a China redirecionar compras ao Brasil, o que pode valorizar os prêmios já no próximo ano”, explicou Araújo.
No setor de proteínas, o pesquisador do CEPEA-Esalq/USP, Thiago Bernardino, avaliou que 2025 deve ser promissor diante de um cenário de oferta global restrita. “O câmbio tende a favorecer as exportações brasileiras, o que impacta positivamente na rentabilidade do pecuarista. Mas para aproveitar esse momento, é essencial investir em pastagens, nutrição e genética, que influenciam diretamente o desempenho do rebanho”, destacou.
Sustentabilidade e compromisso com o carbono zero
Com o objetivo de zerar suas emissões de carbono, a organização da 22ª Tecnoshow COMIGO vem implementando uma série de ações sustentáveis. Um inventário de emissões de CO₂ está sendo realizado ao longo do evento, e, após a coleta de dados, haverá a compensação por meio da compra de créditos de carbono junto a instituições que atuam com projetos ambientais.
Além disso, a feira oferece uma programação técnica com especialistas em sustentabilidade. Foram realizadas palestras sobre gestão de riscos climáticos, com Eduardo Monteiro (COMIGO/Embrapa), e sobre mudanças climáticas e descarbonização, com Fernando Beltrame (COMIGO/ECCAPLAN). Nesta sexta-feira (11), o tema será aprofundado na palestra “Sustentabilidade no Agronegócio: Panorama, desafios e oportunidades reais”, ministrada por Rogério Melo (COMIGO/UPL).
Entre outras ações de impacto ambiental positivo, destacam-se a distribuição de 22 mil mudas de espécies nativas e a tradicional coleta seletiva, que neste ano pretende atingir 80 toneladas de materiais recicláveis, como papel, plástico, alumínio e metais, todos destinados a cooperativas de reciclagem.
Paisagismo como atração visual da feira
Um dos elementos mais aguardados da feira, o paisagismo recebeu investimento dobrado nesta edição, totalizando R$ 200 mil. O objetivo é encantar os visitantes com a exibição de 100 mil mudas de 12 espécies florais diferentes distribuídas por diversos pontos do evento.
O destaque especial deste ano é o painel de flores, composto por cerca de 6 mil vasos distribuídos em quatro faces, simbolizando o agronegócio, o cooperativismo e os 50 anos da COMIGO, celebrados em 2025.
Atrações educativas e culturais para toda a família
Buscando envolver o público de todas as idades, a feira lançou um álbum de figurinhas comemorativo pelos 50 anos da cooperativa COMIGO. A publicação contém 188 imagens ilustradas que retratam a trajetória da instituição e foi desenvolvida pela ilustradora rioverdense Ana Desenha. O material é distribuído gratuitamente aos cooperados e vendido aos visitantes por R$ 25, com figurinhas também disponíveis em ações ao longo do ano e pontos de troca próximos à loja da COMIGO.
Outra atração que tem cativado o público infantil é a peça “Cuidando da Fazendinha”, que aborda de forma lúdica o tema da sucessão familiar no agronegócio. A história é encenada por personagens como um fazendeiro, seu sobrinho e animais típicos de fazenda, com quatro sessões diárias no Pavilhão 4, próximo à exposição de bovinos.
O pecuarista Leandro Guimarães Carvalho, que levou a filha Alice, de cinco anos, elogiou a iniciativa: “A peça é muito boa e a abordagem sobre sucessão familiar é muito pertinente. A Alice adorou, estava muito animada para tirar foto com o personagem do cavalo”.
Educação, pesquisa e inovação em destaque
Além da vitrine de tecnologias, a Tecnoshow COMIGO se firmou como espaço de compartilhamento de conhecimento. Instituições de ensino com forte atuação em Goiás marcam presença na feira, como a Universidade de Rio Verde (UniRV), que participa com as faculdades de Agronomia e Medicina Veterinária, além dos programas de mestrado em Produção Vegetal e em Direito do Agronegócio e Desenvolvimento.
O estande da UniRV apresenta inovações em pesquisa e soluções tecnológicas, além de funcionar como uma verdadeira sala de aula prática para acadêmicos da área de ciências agrárias.
O Instituto Federal Goiano (IF Goiano) também participa, destacando sua atuação por meio de 13 unidades espalhadas pelo estado. A instituição, avaliada com conceito institucional máximo (nota 5) pelo Ministério da Educação, apresenta projetos de pesquisa e inovação desenvolvidos pelo Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (Ceagre), iniciativa que conta com o apoio da Fapeg e da Prefeitura de Rio Verde.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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