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Convênio garante quase R$ 20 Mi para modernização do Laboratório Brasileiro De Controle de Dopagem

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Havia dois anos, a necessidade de modernização do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem vinha sendo discutida, por iniciativa do Ministério do Esporte, em negociações com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Esta semana, a proposta  foi aprovada pelo Comitê de Coordenação do Fundo Nacional Científico e Tecnológico – FNDCT, e assegurou R$ 19.754.000,00 em recursos da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos necessários para concretizar o projeto.

Localizado no Polo de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) integra, conjuntamente com outros laboratórios, o LADETEC – IQ. Atualmente, o LBCD conta com uma equipe formada por cerca de 35 profissionais, entre professores, pesquisadores e técnicos especialistas em operações de controle de dopagem.

A iniciativa de um laboratório antidopagem na UFRJ teve início em 1989. Reinaugurado em 08 de maio de 2015, em novas instalações e com equipamentos que refletem o estado da arte na detecção de substâncias orgânicas em matrizes biológicas, o LBCD foi o laboratório responsável pelos testes antidopagem nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 na cidade do Rio de Janeiro.

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Além da realização de análises de amostras destinadas ao Controle de Dopagem, fundamental para o respeito à ética desportiva, à proteção da integridade física dos atletas e à promoção de condições de igualdade entre competidores, o LBCD constitui-se em um amplo espaço acadêmico, destinados à formação de profissionais de excelência. ​

Na opinião do coordenador do LBCD, professor Henrique Pereira, esses recursos chegam numa hora boa. “Depois de dez anos, os equipamentos vão ficando obsoletos e o custo da manutenção, muito alto. Agora, com os recursos já liberados, vamos poder comprar novos equipamentos, que já chegam atualizados com as nova tecnologias”.

O professor destaca que o grande legado nessa área é composto pela somatória de variáveis: a excelência da atuação da ABCD, a eficácia e eficiência do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem – que volta a ocupar lugar de destaque entre o seleto grupo dos 30 laboratórios no mundo acreditados internacionalmente – e a atuação do Tibrunal Desportivo brasileiro, que ao final, resultam no Sistema Brasileiro de Controle de Dopagem.  

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Segundo a presidente da ABCD, Adriana Taboza, o LBCD é parte relevante do legado Olímpico, em pleno funcionamento, e é fundamental para o reconhecimento internacional do trabalho que a ABCD faz em prol do Jogo Limpo. Adriana argumenta ainda que o investimento nessa renovação vai permitir que o laboratório brasileiro continue a  entregar para o mundo um serviço de qualidade, quando o assunto é integridade e ética no esporte.

“Com equipe extremamente qualificada, o LBCD se mantém entre os poucos laboratórios no mundo credenciados pela Agência Mundial Antidopagem para analisar amostras de atletas. Em crescente evolução, hoje ele recepciona amostras não só nacionais, como de diversos países, especialmente da América do Sul, fortalecendo a região e nos colocando alinhados com os regramentos internacionais”, conclui a presidente da ABCD.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte

Fonte: Ministério do Esporte

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Brasil coleciona gols perdidos e dá adeus à Copa do Mundo

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O sonho do hexacampeonato terminou de forma melancólica e, sobretudo, patética. Neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), a Seleção Brasileira protagonizou um espetáculo de ineficiência ofensiva, foi castigada pelo faro artilheiro de Erling Haaland e perdeu para a Noruega por 2 a 1. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo consolida um vexame histórico: o país atinge agora o seu maior jejum de títulos mundiais desde a primeira conquista.

O roteiro da queda brasileira foi desenhado com requintes de incompetência. A equipe comandada por Carlo Ancelotti flertou com o desastre desde o apito inicial, levando um susto logo aos dois minutos, quando Berg marcou para os europeus — o lance, no entanto, foi anulado por impedimento.

A chance de ouro para assumir o controle e mudar a história do jogo veio aos nove minutos. Após passe de Martinelli, Matheus Cunha foi derrubado na área. O árbitro precisou do VAR para assinalar o pênalti. Na cobrança, o retrato do nervosismo brasileiro: Bruno Guimarães bateu mal e parou nas mãos do goleiro Nyland, dando o tom do que seria a tarde da Seleção.

Mesmo criando boas oportunidades, como uma bomba de Vinicius Júnior aos 40 minutos espalmada por Nyland, o Brasil era vulnerável. Aos 47, Alisson precisou trabalhar em um chute perigoso de Odegaard, que apareceu livre após Haaland ganhar uma disputa com Gabriel Magalhães.

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O castigo no segundo tempo

Na volta do intervalo, Ancelotti tentou dar fôlego ao ataque sacando Matheus Cunha para a entrada de Endrick. Aos 13 minutos, o jovem teve a bola da classificação após um passe genial de trivela de Vini Jr., mas, cara a cara com o goleiro, finalizou para fora. Um gol perdido que custaria muito caro. O Brasil ainda tentou com Rayan, aos 16, esbarrando novamente em Nyland.

A velha máxima do futebol não perdoa: quem não faz, leva. E do outro lado estava um dos atacantes mais letais do planeta. Aos 34 minutos, a defesa brasileira vacilou, Schjelderup cruzou da esquerda e Haaland subiu mais que Gabriel Magalhães para testar para o fundo da rede.

O desespero tomou conta da Seleção. Aos 39, o Brasil quase empatou em um lance bizarro onde Ajer quase marcou contra, mas Nyland salvou em cima da linha. A pá de cal veio aos 44 minutos: Haaland recebeu com liberdade na entrada da área e bateu rasteiro, no canto, sem chances para Alisson, decretando o nocaute.

Já nos acréscimos, Neymar converteu uma penalidade máxima, mas o relógio não permitia mais nada. O gol serviu apenas para maquiar o placar de um fim patético para uma equipe que pecou na pontaria e ruiu diante da frieza norueguesa.

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O caminho da Noruega

Com a vaga assegurada, a Noruega agora aguarda o vencedor do confronto entre México e Inglaterra, que se enfrentam ainda neste domingo, às 21h (de Brasília), no Estádio Azteca. O duelo das quartas de final está agendado para o próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami. Ao Brasil, resta o aeroporto e a amarga reflexão sobre mais uma queda precoce.

FICHA TÉCNICA
Placar

Brasil 1 x 2 Noruega

Competição Copa do Mundo (oitavas de final)
Local MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA)
Data 5 de julho de 2026 (domingo)
Horário 17h (de Brasília)
Cartões amarelos Neymar (Brasil)
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Ismail Elfath (EUA)
Assistentes Corey Parker e Kyle Atkins (EUA)
VAR Tatiana Guzman (NCA)
Gols Haaland, aos 34′ do 2ºT (Noruega); Haaland, aos 44′ do 2ºT (Noruega); Neymar, aos 54′ do 2ºT (Brasil)
Brasil Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães (Éderson); Gabriel Martinelli (Danilo Santos), Rayan (Neymar), Matheus Cunha (Endrick) e Vinicius Júnior.
Técnico do Brasil Carlo Ancelotti
Noruega Nyland; Ryerson (Aursnes), Ajer, Heggem e David Wolfe (Ostigaard); Berge, Patrick Berg e Odegaard; Nusa (Schjelderup), Sorloth (Bobb) e Haaland.
Técnico da Noruega Stale Solbakken

Fonte: Esportes

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