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“Fico mais forte quando tenho o Governo ao meu lado”, diz empresária sobre estande de MT

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Os investimentos do Governo do Estado na promoção do turismo têm gerado negócios para empresários que participam das principais feiras nacionais e internacionais do setor. A CEO da Pantanal Wild Safaris, Afra Miranda, já colhe os frutos neste ano após participar da WTM Latin America 2024 e fechar contato com uma operadora internacional.

Ela negociou um pacote de cinco dias para uma produtora espanhola, que fará gravações de material audiovisual sobre a preservação do Pantanal. Esse é o principal produto que atrai estrangeiros, especialmente europeus, ao Brasil – além dos destinos de sol e praia.

“Para mim, é uma satisfação enorme, não só por vender o destino, mas por divulgar o Pantanal lá fora, torná-lo ainda mais conhecido. É importante o Estado investir nessas feiras. Fico mais forte quando tenho o Governo ao meu lado; passo a ter representação. Sozinha, não conseguiria atender ou vender”, argumentou Afra Miranda.

Ela lembrou que, em edições passadas, Mato Grosso não teve estande na WTM, deixando os operadores em situação difícil, sem um local definido para divulgar o trabalho e apresentar o que Pantanal, Amazônia, Cerrado e Araguaia têm a oferecer.

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De acordo com a secretária adjunta de Turismo, Maria Letícia Costa, a WTM é uma das 10 feiras em que a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) investe para consolidar Mato Grosso como um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil.

“O Governo oferece o estande para os empresários do trade turístico aproveitarem essa vitrine e fazerem conexões. É a oportunidade para prospectar e fechar negócios. O turismo só funciona com parceria entre o setor público e o privado”, destacou.

Além da Pesca Trade Show e da WTM, a Sedec planeja promover Mato Grosso em eventos como Avistar Brasil, BNT Mercosul, FIT Pantanal, Fishing Show Brasil, Salão do Turismo, ABAV Expo, BTM e Festuris, além de feiras internacionais. O Estado já participou da BTL Lisboa e da ITB Berlin e deve marcar presença na WTM em Londres e na Meeting Brasil.

Segundo o levantamento da Secretaria Adjunta de Turismo, em 2024, os empresários do setor registraram um aumento de 30% a 50% no interesse por viagens a Mato Grosso – tanto por turistas nacionais quanto internacionais – após a participação nas feiras.

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Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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