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Devemos continuar o legado do papa Francisco, diz Humberto Costa

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O senador Humberto Costa (PT-PE) enalteceu o legado do papa Francisco, em pronunciamento nesta terça-feira (22). Para ele, os atos de Francisco devolveram à Igreja “o frescor radical do Evangelho de Jesus Cristo” na solidariedade com os pobres, na busca da inclusão e na denúncia da desigualdade.

— Escolheu o nome Francisco não por acaso. [Foi] inspirado em São Francisco de Assis, o santo dos pobres, dos despojados, dos animais e da natureza. Ele nos convocou a olhar para o mundo com compaixão, com humildade e, sobretudo, com coragem.

Humberto salientou que Francisco rejeitou a “idolatria do dinheiro” e a cultura do ódio. Pediu diálogo entre as nações, e abriu diálogo com setores da sociedade que até então sentiam-se excluídos da Igreja. O parlamentar ainda lembrou do cuidado de Francisco com o meio ambiente, colocando o combate às mudanças climáticas como um dever ético de toda a humanidade, e destacou a atenção do papa às comunidades marginalizadas no Brasil.

— Com a sua morte, Francisco nos deixa um vazio, mas também uma missão. Nos cabe agora honrar sua memória com ação, continuar sua luta com ternura, e preservar sua herança de justiça, de fé e de coragem — ressaltou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Projeto proíbe transporte marítimo de animais vivos para exportação e importação

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O Projeto de Lei 1026/26 proíbe a exportação e a importação de animais vivos para fins comerciais por via marítima no Brasil. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta também veda qualquer outro meio de transporte que coloque em risco a saúde ou o bem-estar dos animais por conta de confinamento prolongado, superlotação ou risco de acidente.

O texto abrange animais destinados ao abate, engorda, reprodução ou comercialização para fins industriais e alimentares.

Pela proposta, o transporte em navios de carga viva é expressamente proibido por submeter os animais a riscos elevados de acidentes e privação de cuidados essenciais.

A autora do projeto, deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), argumenta que a medida está alinhada às melhores práticas internacionais de bem-estar animal. “A continuidade da exportação e importação de animais vivos por meios que sabidamente geram sofrimento e risco extremo compromete a imagem internacional do país, afeta a credibilidade de seus sistemas de fiscalização e contraria princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente e aos seres vivos”, diz a deputada.

Para Heloísa Helena, a substituição desse modelo de transporte por exportações de produtos processados agrega valor econômico e elimina a crueldade com os animais. “A mudança não é apenas necessária, mas desejável sob a perspectiva econômica, ética e ambiental”, defende.

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Em caso de descumprimento da regra, o projeto estabelece punições ao infrator, como multa, suspensão de atividades, cassação de licenças e apreensão dos animais para encaminhamento a abrigos ou instituições de proteção animal.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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