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Rio Grande do Norte mira a China para ampliar exportações de frutas e hortaliças

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O Rio Grande do Norte, maior produtor e exportador de melões do Brasil, está intensificando seus esforços para ampliar as exportações de frutas e hortaliças para a China. A iniciativa, destacada pelo portal internacional Fresh Plaza, visa aproveitar o crescente potencial comercial e a demanda do mercado asiático, que apresenta uma janela estratégica entre os meses de outubro e abril — período de menor oferta interna chinesa e de safra ativa no estado brasileiro.

Caso a expansão se concretize, especialistas do setor estimam que as exportações brasileiras de melão para a China possam triplicar nos próximos três anos. Apesar de ser a maior produtora mundial da fruta, a China enfrenta sazonalidades que abrem espaço para a importação, favorecendo o ingresso do melão potiguar no país.

Entretanto, a consolidação desse mercado exige a superação de importantes desafios logísticos. Entre os principais entraves estão a infraestrutura de carregamento, o tempo de trânsito — que hoje gira em torno de 30 dias, coincidindo com a vida útil do melão — e a manutenção da qualidade da fruta durante todo o percurso até o destino final.

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Além disso, os produtos precisam passar por rigorosos processos de controle fitossanitário, que asseguram não apenas a durabilidade da fruta, mas também o cumprimento das exigências sanitárias estabelecidas pelas autoridades chinesas. A obtenção de certificações específicas para exportação também é uma etapa fundamental para garantir o acesso pleno ao mercado.

Como parte da estratégia para estreitar laços comerciais e facilitar o acesso ao mercado chinês, uma comitiva de representantes do agronegócio brasileiro deverá visitar a cidade de Xangai em maio de 2025. A agenda também inclui a participação de empresários e autoridades chinesas na Feira Internacional de Frutas Tropicais Irrigadas (Expofruit), que será realizada em Mossoró, entre os dias 20 e 22 de agosto deste ano.

A articulação entre produtores, exportadores e representantes internacionais reforça o compromisso do Rio Grande do Norte em consolidar sua presença no comércio global de hortifrúti, com foco em parcerias sustentáveis e na valorização da fruticultura irrigada brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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