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Retração nos Preços do Trigo: Desafios e Perspectivas no Mercado Brasileiro

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O mercado do trigo enfrenta uma retração nos preços, com variações regionais que refletem o comportamento da demanda, a oferta local e as cotações internacionais. A seguir, a análise detalhada dos principais estados produtores: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Rio Grande do Sul: Queda nos Preços para a Próxima Safra

No Rio Grande do Sul, os preços do trigo para a safra 2024 apresentaram uma queda de R$ 20 por tonelada. As negociações para entrega e pagamento em dezembro foram fechadas a R$ 1.360,00 sobre rodas no porto, frente aos R$ 1.380,00 da semana anterior. Apesar disso, os valores permanecem estáveis no mercado local, com o trigo sendo comercializado a R$ 1.500 FOB, e o branqueador sendo ofertado a R$ 1.600 FOB. No entanto, a falta de demanda é evidente, pois os moinhos já estão abastecidos. O trigo importado, por sua vez, teve uma alta recente, sendo cotado entre US$ 285 e US$ 290 FOB Rio Grande. Moinhos que adquiriram o grão por US$ 259 agora o ofertam a US$ 285.

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Santa Catarina: Alívio Parcial com a Queda do Dólar, Mas Sem Movimentação no Mercado da Nova Safra

Em Santa Catarina, a recente queda do dólar trouxe algum alívio para as importações de trigo. No entanto, o mercado da nova safra segue sem grandes movimentações, sem vendedores ou compradores dispostos a negociar. Há alguns negócios pontuais para a safra atual, com preços variando entre R$ 1.400 e R$ 1.450 FOB, dependendo da qualidade do lote. Nos preços pagos ao produtor (“preços da pedra”), Canoinhas registrou uma alta, subindo para R$ 78/saca, enquanto Joaçaba manteve os R$ 79/saca e Xanxerê seguiu com R$ 80/saca pela quarta semana consecutiva.

Paraná: Pouca Movimentação e Tentativas de Manter Preços

No Paraná, o mercado apresenta pouca movimentação, com compradores já abastecidos e vendedores tentando manter os preços. Os moinhos estão oferecendo preços de R$ 1.600 CIF para pagamentos a curto prazo, enquanto outros ofertam R$ 1.650 para entregas previstas para maio e junho, com pagamento finalizando em junho. No mercado FOB, alguns negócios foram fechados a R$ 1.600 para entrega imediata, enquanto vendedores pedem até R$ 1.700. Um negócio isolado foi registrado a R$ 1.480 por tonelada no FOB Gaúcho para o mercado paranaense. O trigo importado foi indicado a US$ 295 CIF Paranaguá.

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Considerações Finais

O cenário do trigo no Brasil é de retração nos preços, com variações regionais expressivas. A falta de demanda, somada ao abastecimento dos moinhos, tem dificultado a comercialização do grão, especialmente no mercado interno. A tendência de estabilidade ou queda nos preços deverá continuar, caso a procura não aumente nos próximos meses. O mercado internacional também exerce influência, com o trigo importado apresentando preços mais altos, o que pode impactar a competitividade do trigo nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Volatilidade do diesel expõe custos ocultos na logística e pressiona gestão de frotas no Brasil

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A instabilidade no preço do petróleo no mercado internacional e seus reflexos diretos sobre o diesel têm ampliado a pressão sobre empresas de transporte e logística em todo o Brasil. Em um setor altamente dependente do combustível, qualquer variação impacta de forma imediata os custos operacionais e a competitividade das operações.

Diesel pode representar até um terço dos custos do transporte

O diesel é um dos principais componentes da estrutura de custos do transporte rodoviário, podendo responder por cerca de um terço das despesas totais de uma operação. Nesse contexto, oscilações de preço são um desafio constante para gestores logísticos.

No entanto, especialistas destacam que o impacto financeiro vai além da variação do mercado. Muitos operadores ainda enfrentam perdas internas relacionadas à falta de controle no abastecimento, o que amplia o efeito da alta dos preços.

Falhas de registro, abastecimentos fora do padrão, inconsistências de medição e desperdícios operacionais são exemplos de problemas que, apesar de muitas vezes não serem percebidos imediatamente, podem gerar prejuízos significativos ao longo do tempo.

Perdas operacionais podem ser maiores que o impacto do preço

Segundo o especialista em operações logísticas Nelson Margarido, diretor operacional da Korth, momentos de alta no diesel acabam evidenciando fragilidades já existentes nas empresas.

“Quando o diesel sobe, a atenção se volta naturalmente para o preço do combustível. Mas esse também é um momento estratégico para analisar se o consumo está alinhado à operação e se existem perdas que podem ser evitadas com mais controle e rastreabilidade”, afirma.

De acordo com ele, muitas dessas perdas não aparecem de forma clara nos indicadores financeiros tradicionais, o que dificulta a identificação de falhas e a adoção de medidas corretivas.

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Falta de controle manual amplia riscos na operação

Em operações que ainda utilizam processos manuais ou sistemas pouco integrados, pequenas divergências entre o volume abastecido e o consumo esperado podem se acumular ao longo do tempo.

Essa falta de visibilidade compromete a gestão eficiente da frota e dificulta a identificação de padrões de desperdício, impactando diretamente a rentabilidade do negócio.

Tecnologia ganha espaço na gestão de abastecimento

Diante desse cenário, cresce a adoção de soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento do consumo de combustível e à gestão do abastecimento.

A digitalização dos processos permite o registro e a validação das informações em tempo real, reduzindo erros operacionais e aumentando a confiabilidade dos dados utilizados na tomada de decisão.

Com maior rastreabilidade, empresas conseguem identificar desvios com mais precisão e atuar de forma preventiva na redução de desperdícios.

Combustível passa a ser indicador estratégico da operação

Para especialistas do setor, o combustível deixa de ser apenas uma despesa operacional e passa a ser um indicador estratégico da eficiência da frota.

“O preço do diesel é uma variável externa. Já o controle do abastecimento é um processo interno que pode ser monitorado e aprimorado continuamente. Quanto maior a visibilidade sobre os dados, maior a capacidade de reduzir perdas e aumentar a eficiência”, destaca Margarido.

Eficiência operacional será diferencial competitivo

Em um cenário de custos elevados e margens pressionadas, a eficiência operacional tende a se tornar um dos principais diferenciais competitivos no setor de transporte e logística.

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Empresas que investem em controle, rastreabilidade e análise de dados conseguem transformar informações operacionais em inteligência estratégica, ganhando mais previsibilidade e resistência às oscilações do mercado de combustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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