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Brasil e Chile reforçam parceria comercial em reunião ministerial em Brasília
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Na manhã de quarta-feira (23), o secretário-adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu o ministro da Agricultura do Chile, Esteban Valenzuela Van Treek, que esteve no Brasil acompanhando a visita do presidente chileno Gabriel Boric. O encontro teve como objetivo dar continuidade ao trabalho conjunto realizado pela SCRI (Secretaria de Comércio e Relações Internacionais) e pela SDA (Secretaria de Defesa Agropecuária) durante a missão brasileira ao Chile, em março de 2025, além de avançar em temas técnicos e parcerias em setores estratégicos, como proteína animal, salmonicultura, vinhos, frutas e produtos florestais.
Desde 2022, o Chile se consolidou como parceiro estratégico do Brasil, com a assinatura de um acordo de livre comércio que facilitou o fluxo de bens, serviços e investimentos. Em 2024, o comércio bilateral alcançou US$ 2 bilhões em exportações brasileiras e US$ 1,6 bilhão em importações chilenas, evidenciando o potencial de crescimento ainda maior para ambos os países.
O secretário-adjunto Marcel enfatizou a parceria consolidada entre Brasil e Chile no setor agropecuário e destacou o interesse brasileiro no avanço das negociações técnicas. Entre os temas abordados esteve o reconhecimento, por parte do Chile, de mais estados brasileiros como livres de febre aftosa e da doença de Newcastle, o que permitirá a ampliação do acesso das proteínas brasileiras de aves, bovinos e suínos ao mercado chileno.
A salmonicultura foi outro destaque da reunião. O Brasil é atualmente o segundo maior mercado para o salmão chileno, e as tratativas focaram na colaboração em práticas de aquicultura, como o uso de insumos brasileiros na alimentação dos peixes, além de estratégias para ampliar parcerias e investimentos mútuos. No setor de vinhos, foi acordado o estabelecimento de um intercâmbio mais intenso de tecnologias de produção e entre enólogos brasileiros e chilenos.
Também foram discutidos avanços na certificação eletrônica e parcerias agroindustriais nos setores de bebidas, frutas e florestas plantadas.
Além do secretário-adjunto Marcel e do ministro chileno, participaram da reunião Ana Lúcia Oliveira Gomes, Diretora do Departamento de Negociações e Análises Comerciais (DNAC); Ângela Pimenta Peres, Diretora do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos (DPR); Danilo Tadashi Tagami Kamimura, da Coordenação-Geral de Temas Sanitários e Fitossanitários (CGTSF/DNTS/SCRI); Anderlyse Borsoi, Assessora do Gabinete da SCRI; Juçara Aparecida André, da Coordenação-Geral de Vinhos e Bebidas (CGVB/DIPOV/DAS); e Eduardo Henrique Porto Magalhães, Coordenador-Geral de Fiscalização e Certificação Fitossanitária Internacional (CGFC/DSV/SDA).
Pelo lado chileno, participaram Afonso Undurraga, da Vinos de Chile; Juan Manoel Mira, da Chile Alimentos; Claudio Escobar, da PiscoChile; Loreto Seguel, do Consejo del Salmón; Arturo Clément, da SalmonChile; Rodrigo Oryan, da Corma; Victor Catan, da Feed Fruta; Andrea Garcia, Diretora da ODEPA; e Ricardo Moyano, Adido Agrícola do Chile.
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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde
O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.
Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.
O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.
Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão
O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.
O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.
A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.
Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.
Interesse pela bebida cresce entre consumidores
O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.
Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.
O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.
Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular
O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.
Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.
Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.
Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular
Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.
De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.
Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.
Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.
Consumo deve ser feito com moderação
Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.
A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.
Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.
Setor vê oportunidades para os próximos anos
Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.
A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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