SORRISO
Assim como em Lucas, Sorriso também precisa, diz vereador ao cobrar igualdade no repasse de R$ 5 milhões para Apae
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A Câmara Municipal aprovou por unanimidade o Requerimento 91/2025, que exige do governo Mauro Mendes o mesmo tratamento dado a Lucas do Rio Verde: um repasse imediato de R$ 5 milhões para a construção da nova sede da Apae de Sorriso. O documento, proposto pelo vereador Wanderley Paulo (Progressistas), coloca o governador contra a parede. “ Afinal, por que um município recebe e outro, com as mesmas necessidades, precisa ficar esperando”, questiona.
“Não estamos pedindo privilégios, mas igualdade”, disparou o parlamentar. “Se Lucas teve seu recurso garantido, Sorriso não pode ser deixado de fora. Nossas 230 crianças e adultos com deficiência merecem a mesma atenção do Estado”. A Apae local, que hoje funciona em instalações limitadas, já iniciou as obras da nova unidade, mas depende desse investimento para concluir o projeto que dobrará sua capacidade de atendimento.
A entidade, que sobrevive de doações e trabalho voluntário, é a única esperança de famílias que lutam por educação especializada, terapias e inclusão social. Dados nacionais mostram que as Apae’s atendem 3 milhões de brasileiros, sendo referência no cuidado a pessoas com autismo, paralisia cerebral e deficiências intelectuais.
“O governador não pode escolher quais municípios merecem investimento nessa área, mas deveria destinar recurso para todas as Apae”s. É uma questão de saúde pública e direitos humanos”, reforça o vereador.
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Sorrisenses participam do Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes
A coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil Integrar (CAPSi)/Integrar, Luciana Azevedo e a enfermeira Lígia Souza Leite acompanham o jovem sorrisense Geraldo Augusto Stahlschmidt Xavier em Brasília. Nesta segunda-feira, 30 de junho, Geraldo participou de uma das mesas redondas do Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes e fez um relato de experiência em que defendeu a importância de políticas públicas voltadas à saúde mental.
“Vejo que ainda há um grande tabu a ser quebrado em ralação á saúde mental e precisamos falar sobre o assunto; quebrar esse tabu é uma grande missão”, avalia o jovem que salienta a importância de ter recebido acompanhamento.
“Para nós da equipe o Geraldo é símbolo de superação: esse entusiasmo com que ele fala, conta sua experiência e defende a importância desse debate é maravilhoso”, pontua Luciana. A coordenadora completa que políticas públicas se constrói ouvindo pessoas e nada mais justo e correto do que “ouvir dos adolescentes e crianças quais as necessidades deles”, diz.
Organizado pelo Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) do Ministério da Saúde, a atividade reúne crianças e adolescentes, além de profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial , pesquisadores da Fiocruz, equipes técnicas do Ministério e representantes de movimentos sociais.
O Ministério da Saúde conduz a escuta para compreender, diretamente das vivências dos participantes, os desafios, expectativas e contribuições para o fortalecimento do cuidado em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) , especialmente no âmbito dos Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e da Rede de Atenção Psicossocial.
Entre os principais pontos que vem sendo levantados pelos jovens participantes, destacam-se a necessidade de ampliar a divulgação sobre o papel dos CAPS, o incentivo ao diálogo sobre saúde mental nas escolas e nas famílias, o enfrentamento de estigmas e preconceitos, o fortalecimento de ambientes acolhedores com espaço para arte e expressão e a ampliação da participação social por meio de conteúdos digitais e instrumentos oficiais de consulta.
Para o Coordenador-Geral de Redes e Serviços de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Vinícius Vieira, a escuta nacional representa um passo central na ampliação do cuidado. “É muito significativo para nós escutar cada um de vocês. Tudo o que trouxeram aqui nos ajuda a entender melhor o que precisa avançar no cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes em todo o país”.
O Fórum Nacional reúne representantes de diversos setores do Governo Federal, da sociedade civil e dos delegados gestores, trabalhadores e usuários do SUS das cinco regiões do país para debater as propostas, consolidando uma política pública forte, integrada e baseada no diálogo com quem vivencia o cuidado.
Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT


