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Mercado interno de café apresenta ritmo lento de negociações em meio à volatilidade cambial e nas bolsas

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Negócios lentos no mercado físico brasileiro de café

O mercado doméstico de café iniciou esta quarta-feira (30) com ritmo desacelerado nas negociações. Embora a Bolsa de Nova York opere em alta e o dólar apresente desvalorização frente ao real, a combinação de movimentos opostos nas referências internacionais gera cautela entre os produtores, que optam por realizar apenas vendas pontuais.

Oscilações e retração de preços na véspera

Na terça-feira (29), os preços do café no mercado físico brasileiro recuaram, acompanhando as perdas observadas tanto na Bolsa de Nova York (arábica) quanto na de Londres (robusta), além da queda do dólar. A instabilidade nos mercados futuros dificultou a efetivação de negócios. Algumas vendas chegaram a ocorrer antes do recuo mais acentuado em Nova York, mas, após isso, o mercado praticamente paralisou.

Produtores retraídos e compradores cautelosos

Diante da proximidade da safra, os produtores mantêm a estratégia de segurar a oferta, evitando negociações em meio a preços mais baixos. No entanto, a chegada da colheita pode levá-los a antecipar vendas por receio de novas quedas nas cotações. Já do lado comprador, há expectativa de que a entrada da nova safra pressione os preços, o que justifica a postura mais paciente na espera por oportunidades mais favoráveis.

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Cotações no mercado físico

Os preços recuaram em importantes regiões produtoras:

  • Sul de Minas Gerais: café arábica bebida boa com 15% de catação variou entre R$ 2.630,00 e R$ 2.650,00 por saca, ante R$ 2.690,00 a R$ 2.710,00 no dia anterior.
  • Cerrado Mineiro: arábica bebida dura com 15% de catação ficou entre R$ 2.640,00 e R$ 2.660,00, contra R$ 2.700,00 a R$ 2.720,00 anteriormente.
  • Zona da Mata (MG): arábica tipo “rio” 7 com 20% de catação teve cotação entre R$ 2.090,00 e R$ 2.110,00, abaixo dos R$ 2.150,00 a R$ 2.170,00 registrados na sessão anterior.
  • Vitória (ES): o conilon tipo 7 foi cotado entre R$ 1.700,00 e R$ 1.705,00 (R$ 1.705,00 a R$ 1.710,00 na véspera) e o tipo 7/8 entre R$ 1.695,00 e R$ 1.700,00 (R$ 1.700,00 a R$ 1.705,00 anteriormente).
Estoques certificados em Nova York

Segundo dados da ICE Futures, os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York totalizavam 812.611 sacas de 60 quilos em 29 de abril de 2025, representando uma redução de 13.693 sacas em relação ao dia anterior.

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Desempenho na Bolsa de Nova York

Os contratos futuros do café arábica na ICE Futures operam em alta nesta quarta-feira. A posição julho/2025 registra valorização de 0,70%, sendo negociada a 402,60 centavos de dólar por libra-peso. Na terça-feira, o contrato maio/2025 encerrou em queda de 2,5%, a 399,80 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 10,25 centavos.

Mercado cambial e indicadores financeiros

O dólar comercial apresenta leve alta de 0,21%, cotado a R$ 5,6183. O Dollar Index também avança, com ganho de 0,17%, atingindo 99,407 pontos.

No cenário internacional:

  • Ásia: bolsas encerraram de forma mista — Xangai caiu 0,23%, enquanto o Japão subiu 0,57%.
  • Europa: mercados operam com ganhos — Paris (+0,63%), Frankfurt (+0,57%) e Londres (+0,07%).
  • Petróleo: o barril do tipo WTI, com vencimento em junho, recua 0,74% em Nova York, sendo negociado a US$ 59,97.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pescado na mesa, saúde no prato: lançamento da Semana do Pescado

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De 1º a 15 de setembro será realizada a Semana do Pescado 2026. Criada em 2003 pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a iniciativa se firma como uma forma de incentivar o consumo de peixes, crustáceos e moluscos em todo o Brasil. Também tem o objetivo de valorizar o empreendedorismo pesqueiro. 

“Nós precisamos universalizar o consumo do pescado no Brasil. O setor produtivo está muito organizado. São pescadores, armadores, feiras e empresas que envolvem essa cadeia. O pescado brasileiro precisa estar na nossa mesa. Que a nossa população possa consumir o pescado que é altamente nutritivo”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo. 

A Campanha propõe que as pessoas criem o hábito de incluir o consumo do pescado ao menos uma vez por semana. A mobilização envolve as entidades: Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) e Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC). 

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Pilares da Campanha:

– Saúde: foco técnico no bem-estar e nutrição;

– Curiosidade: descoberta de novas espécies e preparos.

– Prazer: a gastronomia como experiência de celebração e

– Hábito: consistência na rotina alimentar brasileira.

Segundo o Painel Unificado do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), no Brasil, há 1.776.366 pescadores, 35.442 aquicultores, 4.018 armadores, 1.069 empresas pesqueiras e 25.533 embarcações de pesca.

 

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura 

[email protected] 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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