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MJSP apoia operação que desarticulou esquema de tráfico interestadual de drogas vinculado à facção criminosa

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Fortaleza, 30/04/2025 – A Polícia Civil do Ceará (CE), com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deflagrou, nesta quarta-feira (30), a Operação Inter Civitatis, que desarticulou um sofisticado esquema de tráfico interestadual de drogas ligado a uma facção criminosa.

A ação integrada também contou com o apoio das Polícias Civis do Amazonas (AM), da Bahia (BA), do Pará (PA), do Paraná (PR), do Rio Grande do Sul (RS), de Santa Catarina (SC) e de São Paulo (SP).

As investigações se iniciaram em dezembro de 2023, após a prisão em flagrante de um suspeito em Fortaleza (CE). A partir do caso, os investigadores identificaram uma rede criminosa dedicada ao fornecimento de drogas sintéticas para a região metropolitana da capital cearense. Entre as apreensões, estão maconha sintética, haxixe, aparelhos celulares e mais de R$ 50 mil em espécie.

Na operação desta quarta-feira, foram expedidos 208 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão preventiva. Além das prisões, foram cumpridas medidas cautelares como sequestro de ativos financeiros e bens móveis vinculados à estrutura criminosa.

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O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Rodney da Silva, destacou que a ação demonstra a capacidade investigativa das Polícias Civis em enfrentar o crime organizado de forma técnica, coordenada e eficaz. “O tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro continuam entre as prioridades do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Atuaremos com firmeza, em cooperação com os estados, para desmontar estruturas criminosas complexas e transnacionais”, disse.

Follow the money

Técnicas de rastreamento financeiro – chamadas de follow de money (siga o dinheiro, em português) – e a análise detalhada de dados bancários e fiscais permitiu à polícia comprar o uso de contas bancárias para movimentação e a ocultação de valores ilícitos vindos do tráfico de drogas. A investigação identificou indícios robustos dos crimes de tráfico, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

As investigações continuam, com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar o conhecimento sobre a estrutura e alcance da organização criminosa.

Inter Civitatis

O nome da operação, em latim, significa entre cidades e remete ao caráter interestadual da ação policial, que reuniu forças de segurança de diferentes estados para enfrentar um esquema criminoso que ultrapassava fronteiras regionais.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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