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Caravana do Agro Exportador é destaque na 90ª ExpoZebu
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Durante a 90ª edição da ExpoZebu, em Uberaba (MG), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) promoveu mais uma Caravana do Agro Exportador, iniciativa criada para fortalecer a cultura exportadora no campo e ampliar as oportunidades do agro brasileiro no mercado internacional. A ação, realizada em parceria com a ABCZ Mulher e com a ASBIA – Associação Brasileira de Inseminação Artificial, integrou a programação oficial da feira, que, este ano, reuniu produtores rurais, pesquisadores, representantes do setor público, investidores e associações de classe.
A Caravana tem o objetivo de levar informações práticas sobre como acessar o mercado externo: desde orientações sobre requisitos sanitários e fitossanitários até estratégias para a inserção dos produtos brasileiros em novos destinos. Em Uberaba, produtores tiveram a oportunidade de conhecer de perto a experiência dos adidos agrícolas do Brasil na Indonésia e na Turquia, que apresentaram oportunidades comerciais para o agro nacional, especialmente no setor de material genético bovino.
“Realizamos a oitava edição da Caravana do Agro Exportador, um importante passo na interiorização do conhecimento. Levamos informações sobre os procedimentos para exportação, incluindo aspectos sanitários, fitossanitários, normas técnicas, além da promoção de feiras e eventos. O objetivo é ampliar a inserção dos nossos setores produtivos no mercado internacional. A caravana foi um sucesso, e já temos mais de 20 edições planejadas para este ano. Além disso, estamos avançando em outras frentes, como os Agro Insights, o Conecta Agro, o Passaporte Agro, entre outras iniciativas, sempre seguindo a diretriz de expandir a presença do agro brasileiro no mundo”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua.
Segundo Ângela Peres, diretora do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, “a interiorização do conhecimento faz parte do trabalho para promoção da cultura exportadora, sendo um passo essencial para tornar o agronegócio brasileiro ainda mais competitivo no cenário global”.
Ela destacou ainda que, no último ano, o setor agropecuário foi responsável por cerca de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, movimentando a economia e gerando mais de 19 milhões de empregos diretos e indiretos no país. “Ampliar a participação de produtores rurais brasileiros no comércio internacional é fortalecer a base econômica de milhares de municípios. Cada embarque realizado representa geração de renda no campo, inovação tecnológica e mais qualidade de vida para quem vive da terra. Nosso trabalho é apoiar para que mais brasileiros vejam a exportação como uma oportunidade concreta e não como um caminho distante”, afirmou.
Produtores locais relataram que a atividade contribuiu para ampliar o entendimento sobre o funcionamento das negociações internacionais e as exigências específicas de cada país. “Tivemos acesso a informações que são fundamentais para quem pretende exportar. Ficou mais claro o papel do adido agrícola e as oportunidades que existem fora do Brasil”, contou Marci Guimarães, da Fazenda Brahman Braúnas.
A programação também foi marcada pelo anúncio da abertura de mercado para exportação de bovinos vivos destinados à reprodução para a Turquia, feito em vídeo pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua. A abertura reconhece a alta qualidade genética do rebanho brasileiro e representa a expansão de um mercado que, entre 2023 e 2024, movimentou cerca de US$ 525 milhões apenas com animais para abate ou engorda.
A ExpoZebu, organizada pela ABCZ – Associação Brasileira de Criadores de Zebu, é considerada uma das maiores feiras de gado zebuíno do mundo e segue até sábado (03), com uma programação que inclui leilões, exposições, atividades técnicas e culturais, além de shows.
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

