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Corpo de Bombeiros orienta sobre como agir em caso de acidentes graves de trânsito

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Saber como agir em emergências pode salvar vidas, especialmente quando se tratar de acidentes de trânsito com vítimas presas ou locais de difícil acesso, que exigem cautela e consciência nas ações do socorro. Por isso, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) orienta como agir e o que evitar até a chegada do socorro especializado.

A tenente-coronel BM Marielle Paula Voltarelli Rodrigues, diretora adjunta de Saúde do CBMMT, explica que os primeiros socorros são ações imediatas feitas no local do acidente antes da chegada de atendimento profissional.

Segundo ela, cada situação tem suas particularidades e tentar ajudar as vítimas sem preparo técnico adequado pode colocar ainda mais vidas em risco. “Acidentes com veículos em chamas, em curvas perigosas ou com exposição a substâncias tóxicas exigem avaliação cuidadosa”, explica.

Mesmo assim, há condutas mínimas que qualquer pessoa pode seguir para auxiliar as vítimas:

• Mantenha a calma e evite agir por impulso;
• Sinalize o local com o triângulo do carro, sempre a uma distância segura;
• Ligue imediatamente para o 193, informando o número de vítimas e seu estado.

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Mais importante ainda é saber o que não fazer:

• Não abandone a vítima;
• Não omita socorro, mesmo que não tenha presenciado o acidente;
• Não tente retirar a vítima das ferragens;
• Não tumultue o local;
• Não recuse colaborar com as autoridades.

A diretora de saúde reforça ainda que quem não for profissional de saúde ou não tiver conhecimento mínimo necessário deve evitar o contato com a vítima. A melhor ajuda, neste caso, é acionar o resgate do Corpo de Bombeiros Militar, via 193, ou do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), via 192, e esperar com segurança.

“A conscientização sobre os limites da ação leiga é essencial. Agir de forma errada pode piorar o quadro da vítima, mesmo com boas intenções”, concluiu a tenente-coronel Marielle.

Fonte: Governo MT – MT

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Referência no Estado, MT Hemocentro realiza tratamento de 254 hemofílicos

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Unidade referência no tratamento da hemofilia no Estado, o MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, atende atualmente 254 pacientes hemofílicos em sua sede em Cuiabá.

Aline Evelly da Cruz levou um choque ao descobrir que o filho Daniel Lima, 7 anos, era portador de hemofilia A, pois não conhecia a doença.

“A descoberta foi quando ele ainda engatinhava e ficava com muitos hematomas. Daí levamos no médico para fazer acompanhamento e a médica disse que poderia ser a doença e encaminhou ele para fazer os exames no MT Hemocentro. Pra nós, foi um choque porque eu nunca tinha ouvido falar sobre e, depois de muitas pesquisas, eu consegui entender o que os médicos falavam e o porquê de ele ter a doença”, relatou.

Nesta sexta-feira (17.4), é comemorado o Dia Mundial da Hemofilia com o objetivo de conscientizar a população sobre a hemofilia.

Aline disse ainda que o tratamento do MT Hemocentro é essencial para o filho ter qualidade de vida.

“O acompanhamento dos médicos é ótimo, agradeço pela paciência e pela ajuda. Agradeço pela equipe do ambulatório também que tem todo cuidado com ele quando precisa tirar sangue. Hoje ele faz um tratamento de 15 em 15 dias, ele joga bola e anda de bicicleta e tá tudo bem.”

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Moradora de Mirassol d’Oeste, Alessandra Souza Dias, tia de Anderson dos Santos, 9 anos, e de Lucas André dos Santos, 5 anos, ambos com hemofilia A, também elogiou o atendimento recebido em Cuiabá.

“Quando descobrimos que eles tinham a falta desse fator no organismo, a gente entrou em desespero. Mas a gente conseguiu ajuda e fomos no Hemocentro e, desde o primeiro momento, fomos bem recebidos. Toda dúvida que a gente tem eles respondem e as enfermeiras e os médicos são muito atenciosos. A gente agradece muito todo apoio e cuidado, sempre que precisamos eles estão prontos para ajudar.”

O diretor da unidade, Fernando Henrique Modolo, destacou que o MT Hemocentro é referência para o tratamento de pacientes hemofílicos em Mato Grosso.

“A unidade possui uma equipe multidisciplinar com diversas especialidades médicas para garantir o tratamento especializado e humanizado para esses pacientes. Na sede, os pacientes podem fazer todos os exames necessários e realizar o tratamento de acordo com a sua necessidade sem precisar de mais deslocamentos”, destacou.

Atualmente, a unidade possui uma equipe composta por 38 servidores, entre eles: médicos (hematologista, cardiologista, ortopedista, clínico geral e médico da dor), enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogo, assistente social, fisioterapeutas e nutricionista.

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Saiba mais sobre a hemofilia

A hemofilia é uma doença genética, que não tem cura e está ligada ao cromossomo X. Ela tem dois fatores, que são o da hemofilia A, em que o paciente apresenta deficiência do fator VIII, e hemofilia B, em que o paciente apresenta deficiência do fator IX.

Quando alguém sofre um corte e ocorre perda de sangue, substâncias do organismo atuam para interromper o fluxo, em um mecanismo conhecido como coagulação. No entanto, indivíduos com hemofilia não possuem esses elementos essenciais, o que faz com que o sangramento seja mais intenso e prolongado do que o habitual.

O diagnóstico pode ser realizado após o histórico de sangramento excessivo ou pequenos traumas e hematomas na pele, dor forte, aumento da temperatura e restrição de movimento, observado nos dois primeiros anos de vida, principalmente em meninos.

As articulações também podem ser prejudicadas, as mais comuns são os joelhos, tornozelos e cotovelos. Após observar sintomas como esses, é preciso direcionar a pessoa para uma unidade de saúde a fim de garantir o devido diagnóstico e tratamento.

*Sob a supervisão de Luiza Goulart

Fonte: Governo MT – MT

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